"Ulisses": o centenário da obra-prima de James Joyce

O escritor revolucionou o romance moderno e criou uma linguagem universal sobre o desespero da condição humana.

A obra foi lançada no dia 2 de fevereiro de 1922, dia dos 40 anos de James Joyce, pela lendária livraria “Shakespeare and Company. 

E, cem anos depois, continua controverso. Na altura foi considerado obsceno e até pornográfico. A circulação foi muito condicionada. Queimaram 500 exemplares em Nova York (1922) e outros 500 desapareceram da alfândega britânica (1923). Banido pela forte conotação sexual, circulou através de edições clandestinas.

Escrito no exílio, “Ulisses” é um mapa minucioso de Dublin, embora muitos detalhes sejam imprecisos ou mesmo questionáveis.

Com jogos de palavras, neologismos e inúmeras referências, o livro resume-se às deambulações de Leopold Bloom. A ação de “Ulisses” começa às 8 da manha do dia 16 de junho de 1904, em Dublin. São dezoito horas da vida de um angariador de publicidade que é em tudo o oposto do grandioso e épico Ulisses.


A versão em português (de Portugal) só chegou em 1989 pela mão de João Palma-Ferreira.  A nova versão chega às livrarias no próximo dia 24.