Um dos bombeiros feridos em Arouca teve alta e outro saiu da UCI
As outras duas vítimas do acidente continuam nos Cuidados Intensivos, "a evoluir clinicamente".
Um dos quatro bombeiros feridos a caminho do incêndio que esta semana consumiu 1.300 hectares de floresta em Arouca teve hoje alta médica e outro saiu dos Cuidados Intensivos, revelou o Hospital São Sebastião.
Segundo fonte da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga, que tem sede no referido hospital de Santa Maria da Feira, as duas outras vítimas do acidente viário ocorrido na madrugada de quarta-feira continuam nos Cuidados Intensivos, «a evoluir clinicamente».
«Dos quatro bombeiros de Arouca assistidos na sequência do acidente, um já teve alta hospitalar, encontrando-se prevista consulta de acompanhamento. Outro teve alta da unidade de Cuidados Intensivos e passou para a enfermaria», revela a administração da ULS.
Essa unidade de saúde do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto adianta que, dos dois bombeiros em pior estado, «um mantém-se nos Cuidados Intensivos, apresentando evolução favorável" e o outro "mantém-se em estado grave e com prognóstico reservado, permanecendo sob acompanhamento das equipas médicas».
A presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, tem acompanhado o quadro clínico desses bombeiros, mediante visitas ao hospital e contacto com as respetivas famílias, e confirma que «o ferido que foi considerado ligeiro felizmente já teve alta, estando a prosseguir a recuperação em casa, e outro encontra-se a evoluir favoravelmente».
Quanto aos dois homens cuja situação inspira «mais cuidados e preocupação», a autarca refere que continuará em contacto com o hospital e com as famílias, às quais deixa «uma palavra de conforto e de alento».
Em causa estão os quatro passageiros da viatura dos Bombeiros Voluntários de Arouca que, às 04:00 de quarta-feira, na deslocação para o teatro de operações, se despistou por uma ravina com 150 metros de profundidade.
Socorridos por ambulância e helicóptero, os quatro homens, com idades dos 31 aos 54 anos, integravam um corpo de operacionais que, no auge do combate ao fogo, chegou a envolver mais de 650 pessoas, 200 veículos e nove meios aéreos.
O incêndio em causa teve início às 21:50 de segunda-feira na aldeia de Bouceguedim, na freguesia de Moldes, e chegou a ter quatro frentes ativas em simultâneo, acabando por alastrar ao concelho contíguo de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, sendo dominado apenas na quinta-feira de manhã.
Segundo a presidente da Câmara Municipal de Arouca, os danos registados nesses três dias referem-se sobretudo à destruição de 1.300 hectares de floresta e mato, e os prejuízos materiais «não serão significativos». A avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, «não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos».
