"Um Milagre no Atlântico." A identidade de Cabo Verde contada em documentário
"Usando o futebol, o filme faz um paralelo histórico da própria formação cabo-verdiana", sublinha o realizador Cadu Machado.
A caminhada histórica de Cabo Verde no Mundial2026 de futebol é digna de filme e isso será uma realidade no final deste ano.
"Um Milagre no Atlântico" é o nome do documentário, que conta a história da qualificação dos 'tubarões azuis' para o Campeonato do Mundo e dos 50 anos da independência do país.
"Usando o futebol, o filme faz um paralelo histórico da própria formação cabo-verdiana", sublinha o realizador Cadu Machado, que projetou o documentário em conjunto com o produtor português Enrico Saraiva.
O realizador brasileiro nota que a seleção de "Cabo Verde tem um jeito de jogar que se deve muito à formação cultural cabo-verdiana", porque "aquelas ilhas são lugares de encontros".
E a verdade é que pelo mundo há muitos cabo-verdianos que não nasceram naquelas ilhas, "mas que se sentem cabo-verdianos, falam crioulo, comem cachupa e ouvem morna. (...) Criam um novo conceito de identidade".
E quem são os protagonistas deste "Milagre no Atlântico?"
O selecionador Bubista, o guarda-redes Vozinha, que brilhou no jogo contra Espanha, e Stopira, que venceu a final da Taça de Portugal com o Torreense, são alguns dos protagonistas deste documentário.
E a cereja no topo do bolo é Seu Jorge, o músico brasileiro que vai narrar esta história.
"O Seu Jorge foi um presente inesperado, porque ele tem raízes cabo-verdianas. A bisavó dele era cabo-verdiana. (...) E quando a gente fez a proposta, ele aceitou na hora", diz o realizador.
O documentário deve estar disponível no último trimestre do ano.
Entretanto, a seleção de Cabo Verde tenta na próxima madrugada a qualificação histórica para os 16 avos de final do mundial de futebol
Depois dos empates com Espanha e Uruguai, os tubarões azuis jogam com a Arábia Saudita a partir da 01h00 deste sábado, na terceira e última jornada do Grupo H.
