Mais de um terço das profissionais do setor da saúde já sentiu discriminação de género no trabalho
A conclusão é de um estudo do Movimento LIFE, que envolveu 500 profissionais da área de saúde.
Uma em cada três mulheres, que trabalham no setor da saúde, já sentiu discriminação de género no local de trabalho. A conclusão é de um estudo do Movimento LIFE - Liderança no Feminino na Saúde, que envolveu 500 profissionais da área de saúde, e que vai ser apresentado esta quinta-feira em Lisboa.
Entre os casos mais citadoos para a discriminação estão o acesso ao emprego, o acesso à liderança e a progressão na carreira/salarial.
O estudo revela ainda que para 22% das mulheres o género tem impacto no desejo ou não de exercer cargos de chefia, sendo que apenas 28% das mulheres assume que gostaria de exercer um cargo de liderança.
Uma das principais razões apontadas para a falta de igualdade na liderança no setor prende-se com “os preconceitos relacionados com o papel da mulher na família vs trabalho”.
Apesar da falta de paridade nas lideranças na saúde, os inquiridos referem que este não é dos piores setores em termos de igualdade, considerando que é na liderança na política e no setor empresarial que há menor igualdade de género.
Perante os resultados, Cláudia Ricardo, co-fundadora do Movimento LIFE, refere há muito trabalho a fazer para combater os preconceitos. Esse trabalho deve começar na escola e também os homens devem ser chamados a debater a discriminação de género.
O estudo foi realizada no final do ano passado e teve por base 500 questionários feitos a mulheres e homens até aos 45 anos que trabalham na área da saúde, respeitando a proporção de género dos profissionais deste setor. As conclusões vão ser apresentadas esta tarde em Lisboa, numa sessão em que vai estar o ministro dos Assuntos Parlamentares.
