"Uma luta contra o tempo" na limpeza da floresta na região centro

O coordenador do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO) reconhece que ainda "há um trabalho enorme que tem que ser feito".

Depois do forte impacto da tempestade Kristin, que derrubou milhares de árvores na região centro, ainda há muito trabalho pela frente na limpeza da floresta, numa verdadeira "luta contra o tempo" porque se agrava o risco de incêndio rural.

"Há um trabalho enorme que tem que ser feito, e ele continua a ser feito diariamente. A partir de 1 de julho, teremos aqui um período mais complexo, mas estes próximos dias serão importantíssimos também com o aumento da temperatura, o aumento do perigo de incêndio rural, com equipas preparadas para intervir, temos que garantir não só a segurança das pessoas, mas também destas equipas que vão intervir no terreno", sublinha o comandante Elísio Oliveira, que coordena o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO).

O responsável reforça que esta "é uma luta contra o tempo, com os meios disponíveis e possíveis, porque o desgaste no equipamento também é grande. Carece de uma manutenção adequada, por vezes existem alguns danos que acontecem nas máquinas e, portanto, temos que as recuperar para voltar a operar novamente."

E "com o aumento da temperatura", o trabalho dos operacionais no terreno torna-se ainda mais difícil.

Até agora, foram desobstruídos mais de 17 mil quilómetros de caminhos, mas a situação dentro da floresta é ainda difícil, porque há muito material lenhoso. "Da área atingida aqui pela tempestade é de cerca de dois milhões de metros cúbicos. É muito. E, portanto, demorará anos a remover toda esta madeira."

O CIPO, que está instalado desde 13 de abril em Leiria, está para já centrado "na desobstrução da rede viária florestal e na retirada do material lenhoso", num trabalho que junta centenas de operacionias no terreno, privados, autarquias e outras entidades. Quanto ao futuro deste Comando, Elísio Oliveira garante que "enquanto for necessário e assim for superiormente determinado, todas as entidades estarão aqui presentes para dar o seu melhor e o seu contributo em prol dos cidadãos e da sua segurança."

Entrevista ao comandante Elísio Oliveira