União Europeia renova sanções à Rússia
O pacote de medidas restritivas adicionais tem como objetivo limitar ainda mais o complexo militar e industrial russo.
A UE renovou hoje sanções à Rússia, abrangendo 34 pessoas e 47 entidades por atividades híbridas e desrespeito sistemático pelo direito internacional, incluindo os direitos humanos, na guerra contra a Ucrânia.
O pacote de medidas restritivas adicionais tem como objetivo limitar ainda mais o complexo militar e industrial russo, reduzir as receitas energéticas da Rússia ao visar o ecossistema da frota fantasma, perturbar as ameaças híbridas e a propagação da propaganda estatal russa que justifica a guerra de agressão, bem como expor a repressão sistemática e as violações dos direitos humanos na Rússia e o repetido desrespeito do país pela Convenção sobre as Armas Químicas, de acordo com um comunicado do Conselho da UE.
Este pacote inclui, entre outras, duas pessoas e 24 entidades ligadas ao transporte e comércio de petróleo russo e ainda sete militares e 21 empresas que sustentam os complexos militares e industriais russos.
O Conselho incluiu ainda, no âmbito do envenenamento do opositor político Alexei Nalvany, em 2024, uma entidade e 15 indivíduos, entre juízes e procuradores russos, agentes das forças de segurança, da segurança do Estado e pessoal médico.
Na sequência da revisão anual, o Conselho decidiu igualmente renovar as medidas restritivas introduzidas pela UE em resposta à anexação ilegal da Crimeia e da cidade de Sebastopol pela Federação Russa, e prolongar essas medidas até 23 de junho de 2027.
Ainda no âmbito das sanções, a UE decidiu também impor medidas restritivas contra seis pessoas singulares responsáveis por ações destinadas a desestabilizar, minar ou ameaçar a soberania e a independência da República da Moldova, incluindo ações destinadas a subverter processos democráticos.
