Unidos pela música para "ver melhor". Centenas de desconhecidos cantam em coro improvisado
O SOMA é um projeto que junta apaixonados pela música e "não precisam de saber cantar".
O Porto recebe este fim de semana a quarta edição do SOMA, um coro improvisado que junta pessoas que não se conhecem para cantar. O último encontro foi há quase três semanas no 8 de Marvila, em Lisboa, e contou com cerca de 300 participantes.
"Cada pessoa que vem acrescenta valor e não tem propriamente a ver com o indivíduo, mas sim a soma das partes. Quase como um lugar seguro, onde nós saíssemos do nosso dia a dia e pudéssemos ver melhor", revela Diana Castro, que criou o projeto este ano.
Em cada sessão a organização escolhe uma música diferente a ser interpretada. A iniciativa dura duas horas, a primeira é para ensaiar, a segunda é para atuar. A música escolhida para este encontro é a Crazy do cantor britânico Seal. Qualquer pessoa pode participar, desde que se inscreva antecipadamente.
Diana Castro diz que não é preciso saber cantar, o que "traz muitas coisas interessantes à experiência". "Quando se canta, mesmo que não se cante bem, há muita emoção que vem agarrada", confessa Andreia, uma das participantes.
Há também quem destaque a importância do coletivo, é o caso de José: "Perceber que juntos podemos fazer uma coisa que fique bonita com a nossa voz". "A música é uma espécie de conexão e depois o resto é a soma das partes. E o todo é claramente maior que a soma das partes", sublinha Nuno, com que conversamos.
Entre os participantes há quem refira que SOMA oferece um "momento para nos escutarmos a nós próprios e aos outros." Diana Castro acrescenta que "as pessoas quando cantam juntas, sente-se alguma coisa que eu acho que toda a gente entende".
O próximo encontro é no domingo no Auditório Círculo Católico dos Operários do Porto. Os bilhetes estão esgotados.
