Utentes sem contacto com SNS há mais de cinco anos podem perder médico de família
São cerca de 122 mil que passam a ser elegíveis para reformulação.
Quase 122 mil utentes sem contacto com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) há cinco anos podem perder médico de família. Passam a ser “elegíveis para reformulação de atribuição de médico de família”, segundo um despacho publicado esta quarta-feira em Diário da República, escreve o jornal público.
Todos os utentes com médico de família atribuído e sem contacto com o SNS há mais de cinco anos vão passar a ser “elegíveis para reformulação de atribuição de médico de família”. Ou seja, estes utentes arriscam-se a perder o seu médico de família. Uma regra que, até agora, se aplicava a emigrantes e estrangeiros sem registo de consulta médica nos centros de saúde nos últimos cinco anos.
Um despacho assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Nuno Rocha Gonçalves, com efeitos a partir de meados de Junho, alarga agora o âmbito da medida a mais utentes. Será também considerado o contacto com todo o SNS (e não apenas com os cuidados de saúde primários).
