Vaga de cancelamentos no Kennedy Center prossegue, agora é a vez de Béla Fleck
Nome de Donald Trump adicionado ao edifício tem levado músicos a recusarem tocar no espaço nova-iorquino.
Desde que o nome de Donald Trump foi imposto no Kennedy Center tem havido uma série de cancelamentos de espetáculos no edifício nova-iorquino por parte dos músicos.
O cancelamento mais recente é do banjoísta norte-americano Béla Fleck que justifica a decisão ao afirmar que “apresentar-se ali [no Kennedy Center] tornou-se algo carregado de significado político, numa instituição onde o foco deveria ser a música”, num post publicado há várias horas nas redes sociais.
Stephen Schwartz, Chuck Redd ou o grupo de jazz The Cookers são outros nomes que cancelaram os espetáculos agendados no Kennedy Center, em Nova Iorque, por motivos idênticos. ”Quando vi a mudança de nome no ‘site’ do Kennedy Center e, horas depois, no edifício, decidi cancelar o nosso concerto”, disse Redd à Associated Press numa mensagem de correio eletrónico.
O presidente John F. Kennedy foi assassinado em 1963, e o Congresso aprovou uma lei dando o seu nome ao centro cultural da capital federal dos EUA.
A sobrinha de Kennedy, Kerry Kennedy, prometeu remover o nome de Trump do edifício assim que ele deixar o cargo, e o ex-historiador da Câmara, Ray Smock, está entre aqueles que dizem que qualquer mudança teria de ser aprovada pelo Congresso.
A lei aprovada no Congresso proíbe explicitamente o conselho de administração de transformar o centro num memorial a qualquer outra pessoa e de colocar outro nome no exterior do edifício.
Trump, um republicano, tem estado profundamente envolvido com o centro que leva o nome de um democrata icónico, depois de praticamente o ignorar durante o seu primeiro mandato.
