Valada isolada devido a cheias apesar da descida do caudal do rio Tejo
Durante a noite o dique, junto a Porto Muge, apresentou fissuras.
A freguesia de Valada encontra-se parcialmente isolada devido às cheias que continuam a afetar a região, apesar da descida do caudal do rio nas últimas horas. A situação mantém-se sob vigilância, com várias vias de circulação cortadas e campos agrícolas completamente inundados.
Em declarações, omorador Nuno Abade explicou que, embora o nível da água do rio tenha baixado cerca de 25 centímetros desde ontem, os efeitos das chuvas da última noite agravaram o cenário dentro das próprias localidades. “Os campos dentro das populações estão mais alagados porque as águas da chuva não têm para onde escoar”, referiu.
Segundo o residente, várias estradas que ligam Valada a Porto de Muge e ao Reguengo começam a ficar intransitáveis, contribuindo para o isolamento da freguesia. Ainda assim, garante que a população se mantém tranquila. “A população está calma, atenta e preparada para alguma eventualidade”, sublinhou.
Durante a noite, registou-se uma situação mais preocupante junto à aldeia de Porto de Muge, quando um dos diques de proteção apresentou fissuras que permitiam a entrada de água do rio. Com o apoio da população e de agricultores locais, foi realizada uma intervenção de emergência que permitiu minimizar o problema. “Foi remediado durante a noite e os técnicos da Proteção Civil vão agora avaliar se são necessários mais trabalhos”, explicou.
Nuno Abade destacou também o trabalho desenvolvido pelo presidente da Junta de Freguesia, que tem estado a coordenar os esforços com a Proteção Civil. “Tem feito um trabalho incansável, com muita serenidade, e tem sabido transmitir às autoridades aquilo que é necessário para a população”, afirmou.
As autoridades mantêm-se no terreno a acompanhar a situação, enquanto os habitantes continuam em estado de alerta, face à possibilidade de novos desenvolvimentos nas próximas horas.
