Varandas condenado por difamar Pinto da Costa

Tem de pagar uma multa de 7200 euros e uma compensação à família do antigo presidente portista.

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, foi esta quarta-feira condenado a pagar um total de 12.200 euros por difamação ao antigo presidente do FC Porto Pinto da Costa, a quem chamou "bandido".

Varandas tem de pagar uma multa de 7200 euros por difamação e uma compensação de 5000 euros aos dois filhos e à viúva de Pinto da Costa, adianta o jornal Público.

No Tribunal do Bolhão, no Porto, a juíza responsável argumentou que o líder do Sporting quis "o enxovalho e rebaixamento" de Pinto da Costa nas declarações que prestou aos jornalistas no aeroporto Humberto Delgado.

"Extravasou a proporcionalidade e os limites da liberdade de expressão" e Varandas "não queria mais do que o enxovalho da pessoa" de Pinto da Costa, que morreu em 15 de fevereiro passado.

Em causa estiveram as declarações proferidas por Varandas aos órgãos de comunicação social, em 23 de outubro de 2020, no Aeroporto Humberto Delgado, quando a comitiva sportinguista se deslocava aos Açores para defrontar o Santa Clara, partida essa que venceu por 2-1.

"Pode ser uma pessoa culturalmente acima da média, ter um currículo cheio de vitórias, mas um bandido será sempre um bandido. E, no final, um bandido será sempre recordado como um bandido. No dia em que se retirar ou for obrigado a retirar-se, estará a prestar um grande serviço ao futebol português", concluiu Varandas à data, referindo-se ao processo Apito Dourado, no qual Pinto da Costa foi ilibado.

O presidente do Sporting justificou que as suas palavras haviam surgido em contexto de resposta a declarações anteriores de Pinto da Costa ao Porto Canal, em que este disse: "No dia em que Frederico Varandas se dedicar à medicina, presta um grande serviço ao Sporting."

O tribunal concluiu que tal ultrapassa o direito de resposta, com a repetição da palavra "bandido" a ter como única finalidade o "enxovalho e rebaixamento do assistente [Pinto da Costa]" e que Varandas era "consciente" da disseminação das suas palavras pela comunicação social.