Três mortos em ataque junto a sinagoga de Manchester

Uma das vítimas mortais é o suspeito da autoria do ataque.

Três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas com gravidade num ataque junto a uma sinagoga em Manchester, esta quinta-feira, 2 de outubro, no Yom Kippour, o primeiro e mais sagrado do calendário judaico.

De acordo com as autoridades, uma pessoa terá sido esfaqueada e outras três atropeladas e o suspeito de ser o autor do ataque foi baleado e morto no local pela polícia.

O líder da polícia de Greater Manchester, Stephen Watson, adiantou em conferência de imprensa que, além do suspeito, as outras duas vítimas mortais são "membros da comunidade judaica".

Os quatro feridos estão todos no hospital com "uma variedade de ferimentos graves".

O mesmo responsável adiantou que o suspeito da autoria do ataque foi alvejado e morto pelas autoridades menos de sete minutos depois do alerta inicial. Vestia um colete "com a aparência de um engenho explosivo".

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reagiu no X, antigo Twitter: "Estou horrorizado pelo ataque na sinagoga de Crumpsall. O facto de ter acontecido no Yom Kippour, o dia mais sagrado do calendário judaico, é ainda mais horrível."

Segundo fonte governamental britânica, o líder trabalhista encurtou a presença na cimeira europeia que decorre em Copenhaga e voltar a Inglaterra.

Andy Burnham, presidente da região da Grande Manchester, disse à rádio BBC que “o perigo imediato parece ter passado”, embora, tal como a polícia, tenha aconselhado os moradores a evitarem a zona.