Venda de CDs volta a subir nos Estados Unidos
Ao fim de 17 anos seguidos de descidas, o ponteiro comercial volta a virar para cima, segundo cálculos da MCR Data.
Graças ao sucesso comercial do último álbum de Adele (na foto), "30", e das novas versões dos discos de Taylor Swift, "Fearless" e "Red", as vendas globais do formato compact disc (vulgo CD) voltaram a subir nos Estados Unidos ao fim de 17 anos - segundo cálculos da MCR Data que são publicados pela publicação Billboard.
"30" de Adele mereceu a venda de 898 mil unidades em CD, "Fearless (Taylor’s Version)" e "Red (Taylor’s Version)" venderam respetivamente 263 mil and 237 cópias, sendo que os bons registos comerciais dos álbuns de Carrie Underwood, dos BTS e de Olivia Rodrigo também contribuíram para o total de 40.59 milhões CDs vendidos, mais do que os 40.16 milhões vendidos em 2020.
O formato do compact disc revolucionou o mercado discográfico. Depois de ter sido inventado em 1982, tornou-se predominante, sobretudo nos anos 90, tendo contribuído para a expansão da indústria discográfica, que aumentou as vendas e a margem de lucro com a manufacturação e venda neste formato, mais flexível que o vinil e ao mesmo tempo com uma qualidade sonora que não se reconhecia noutros formatos, como a cassete. Desde a primeira década do novo milénio que o CD entrou em declínio comercial. Esta subida de vendas de CD nos Estados Unidos é, até ao momento, uma exceção neste declínio. Mais continuada tem sido a recuperação do formato de vinil, que tem registado subidas ano após ano, nos maiores mercados discográficos do mundo.
