Venezuela: Nicolás Maduro aumenta salário mínimo e pensões

O Presidente da Venezuela vai aumentar em 2,5 vezes o salário mínimo mensal e as pensões dos venezuelanos.

O Presidente da Venezuela anunciou hoje um aumento de 2,5 vezes do salário mínimo mensal e das pensões dos venezuelanos, que passou de 1 800 para 4 500 bolívares soberanos (de 18,58 para 46,46 euros à taxa de câmbio oficial Dicom).

O anúncio ocorreu durante uma transmissão simultânea, obrigatória, pelas rádios e televisões do país, no qual Nicolás Maduro aumentou também 2,5 vezes o valor da criptomoeda venezuelana petro, que passou de 3 600 para 9 000 bolívares soberanos (de 37,17 euros para 92,93 euros à taxa Dicom).

O Presidente venezuelano falava desde o palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante uma reunião com o seu gabinete em que fez um balanço dos 100 dias da implementação do novo pacote de medidas económicas que eliminaram cinco zeros ao bolívar forte para introduzir o bolívar soberano, e que passaram pela subida do IVA de 12% para 16% e a ligação dos salários à criptomoeda petro.

Segundo o chefe de Estado, o novo salário entra em vigor a partir de sábado, 01 de dezembro.

Também em dezembro, na primeira quinzena, será pago o bónus "menino Jesus" a seis milhões de venezuelanos, através do Cartão da Pátria, implementado pelo Partido Socialista Unido da Venezuela, do Governo, no valor de 2 500 bolívares soberanos (25,81 euros).

"O primeiro passo para vencer a guerra económica foi criar o petro e estabelecer o seu preço, depois ligar o salário dos venezuelanos à nossa criptomoeda", frisou.

Nicolás Maduro responsabilizou ainda o "dólar criminoso" (norte-americano) como principal fator de guerra económica contra a Venezuela e o povo venezuelano, desde o estrangeiro.