Ventura quer respostas de Montenegro e diz que Governo parece "agência imobiliária"

O presidente do Chega alega que um primeiro-ministro "não pode nunca estar sob suspeita".

O líder do Chega, André Ventura, considerou esta sexta-feira que "um primeiro-ministro não pode nunca estar sob suspeita" e voltou a exigir esclarecimentos por parte de Luís Montenegro sobre a empresa que fundou. André Ventura acusou ainda o Governo de ter batido o "recorde de nomeações", anteriormente pertencente ao PS.

Na abertura do debate da moção de censura que o Chega apresentou no parlamento, André Ventura afirmou que a razão para a Assembleia da República estar a discutir uma moção de censura "é a incapacidade, a falta de transparência e obstinação de um primeiro-ministro em não responder" e defendeu que o país exige esclarecimentos.

O líder do Chega alegou que está em causa "um caso de incompatibilidade patrimonial, flagrantemente evidente".

Falando também dos casos conhecimentos nos últimos dias e que envolvem os ministros da Coesão, do Trabalho ou da Justiça, André Ventura considerou que o Governo "mais parece uma agência" imobiliária.