Vila Real tem guia de miradouros para a descoberta do Alvão ao Corgo e ao Douro
Instalado em Galegos da Serra, Vila Marim, é como uma janela desde a serra do Alvão sobre a cidade lá em baixo.
O novo miradouro da Fraga Alta está instalado na serra do Alvão e permite observar a cidade de Vila Real, reforçando a rede de miradouros que quer atrair visitantes e divulgar as 20 freguesias do concelho.
Este miradouro, instalado em Galegos da Serra, freguesia de Vila Marim, é como uma janela desde a serra do Alvão sobre a cidade lá em baixo.
O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, disse hoje à agência Lusa que o miradouro da Fraga Alta está inserido no projeto “All’Vistas”, financiado pelo Norte 2020 em 46 mil euros (mais IVA), no âmbito da Rede Natura 2000 e do Parque Natural do Alvão (PNA), e integra o guia dos miradouros que abrange as 20 freguesias do concelho.
Este novo ponto de observação vai ser inaugurado pouco antes do início do eclipse solar, ao final da tarde, e é dali que o município convida à observação deste fenómeno, que não acontece em Portugal desde 1912 e que, em Vila Real, terá uma ocultação de 98,7% do sol. O eclipse será total só numa pequena zona do Parque Natural de Montesinho, em Bragança.
O novo miradouro foi ideia do anterior executivo da Freguesia de Vila Marim e o projeto foi, depois, cedido à câmara que apresentou a candidatura “All’Vistas”.
No espaço envolvente ergue-se a Fraga Alta, uma rocha que, dependendo de quem a observa, pode parecer a uma imagem de mãe e filha ou de dois namorados que se abraçam, e muito próxima está a cascata de Galegos da Serra, que é muito procurada para banhos nas suas águas frescas.
“Este miradouro integra-se num programa mais vasto, que é o guia dos miradouros do concelho de Vila Real. Este guia tem cerca de 20 pontos de contemplação, de observação da paisagem, e é uma importante ferramenta de valorização e de promoção turística de concelho”, afirmou Alexandre Favaios.
Esta é uma rede “de descoberta” de, segundo o autarca, de “alguma forma aproxima os visitantes dos locais e dos valores deste território do Douro e de Trás-os-Montes, reforçando Vila Real "como destino da biodiversidade".
Para a criação deste guia de miradouros, uns naturais e outros construídos, o município lançou o desafio às 20 juntas do concelho para que identificassem um local que devia simbolizar o património paisagístico ou cultural de cada uma delas e todas aderiram à iniciativa.
Alexandre Favaios explicou que em alguns houve a necessidade de fazer alguma artificialização para garantir os acessos e as condições de segurança. Noutros, devido à sua orografia e enquadramento, mantiveram-se na "forma mais natural possível".
“O objetivo é, sempre que possível, foi manter aquilo que é o contexto natural desse mesmo miradouro”, sublinhou.
Este é um projeto em construção, mas que teve como meta inicial identificar um ponto de observação da paisagem em cada uma das 20 freguesias do concelho, que se estendem desde a cidade às serras do Alvão e do Marão ou descem às vinhas do Douro.
“Aliando aqui uma componente de valorização da biodiversidade, do nosso contexto ambiental, mas também aproveitando uma fileira particularmente importante que é o turismo de natureza", frisou o presidente.
Acrescentou que os miradouros estão interligados com os percursos pedestres, já homologados no concelho, e os passadiços do Parque Corgo, que, lembrou, vão ter em breve uma segunda fase em execução que vai ligar a Avenida de 1.º de Maio ao Quelho do Frontouro.
