Zero aplaude medidas impostas na Volta a Portugal. Etapa no Gerês não vai ter público

Edição deste ano da Volta a Portugal em bicicleta decorre entre quarta-feira e 16 de agosto.

A organização ambientalista Zero considerou esta terça-feira que as condicionantes impostas pelo Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) respondem às preocupações sobre a passagem da Volta a Portugal na 7.ª etapa no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

O ICNF anunciou que a passagem da Volta a Portugal em bicicleta na Mata da Albergaria, no Gerês, será condicionada “a fortes medidas de proteção da biodiversidade”, como a interdição ao público.

Em comunicado, a Zero disse que a decisão hoje anunciada "responde adequadamente aos esclarecimentos solicitados pela associação no dia 11 de julho e às preocupações então manifestadas sobre a proteção da Mata de Albergaria e dos restantes habitats classificados atravessados pela prova".

A 87.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta decorre entre quarta-feira e 16 de agosto, unindo Lisboa e Porto ao longo de 1.388 quilómetros, distribuídos por um prólogo, nove etapas em linha e um contrarrelógio.

A 7.ª etapa, agendada para 13 de agosto e que atravessa o Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG), tem gerado preocupação e críticas por parte de associações ambientalistas, que contestam a passagem dos ciclistas, sobretudo pela Mata da Albergaria, concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.

Na nota, a Zero relembrou que no mês passado reconheceu o interesse da valorização do Parque Nacional da Peneda-Gerês através de um evento de projeção internacional, mas chamou a atenção para as medidas destinadas a assegurar a compatibilidade da prova com os objetivos de conservação da natureza.

Para a associação ambientalista, o ICNF estabeleceu "um conjunto muito exigente de condicionantes específicas para a 7.ª etapa, reconhecendo expressamente que esta atravessa alguns dos setores de maior sensibilidade ecológica do Parque Nacional da Peneda-Gerês".

Segundo o comunicado, as condicionantes do ICNF "reduzem de forma muito significativa um eventual impacte da passagem da Volta a Portugal sobre os habitats protegidos", uma vez que evitam a presença de público e de atividades que podem provocar perturbações na Mata de Albergaria, uma preocupação já manifestada pela Zero.

No comunicado, a Zero considerou igualmente positivas as recomendações do ICNF sobre a articulação entre a organização, as forças de segurança, as autarquias e o próprio Instituto, inclusive, a promoção de ações de sensibilização ambiental junto do público e a divulgação de boas práticas de visitação nas áreas protegidas.