Zoo finlandês devolve pandas à China antes do previsto por falta de verba para os manter

Lumi e Pyry estavam a custar perto de milhão e meio de euros ao zoo de Ähtäri, que os tinha recebido por empréstimo até 2033.

O jardim zoológico no centro da Finlândia vai devolver à China, oito anos antes do que estava previsto, dois pandas que recebeu emprestados por não ter fundos para os manter.

O casal de animais chegou ao zoo de Ähtäri em 2017 por ocasião dos cem anos da independência da Finlândia num empréstimo a quinze anos, mas nas redes sociais os responsáveis anunciam que estes pandas vão regressar "prematuramente" à China.

"Há quase sete anos que o casal traz alegria aos visitantes do zoológico", lê-se no Facebook, onde é também assinalado que o trabalho conjunto com a China permitiu "proteger esta espécie única" e que "ambos os países estão orgulhosos dos resultados do programa de conservação em programas de investigação e treino".

Os animais, Lumi - finlandês para "neve", fêmea - e Pyry - significa "nevão", macho - podem ser vistos até ao dia 20 de outubro.

A Associated Press, que cita um comunicado da organização, escreve que os animais estão a custar um milhão e meio de euros, por ano, a este jardim zoológico, que já tinha também investido oito milhões na construção do habitat destes.

A perda de receitas e visitantes desde o período de pandemia e o impacto do conflito na Ucrânia, a par da subida da inflação e taxas de juro tornaram insustentável a continuidade dos animais que, por exemplo, comem bambu importado dos Países Baixos.

A embaixada da China na Finlândia disse aos média locais que terá tentado ajudar ao apelar a companhias chinesa que operam no país que fizessem doações ou facilitassem perdões de dívidas, mas os pandas vão entrar em quarentena no final do próximo mês e seguem depois viagem para regressar à China.