Rod Stewart explica ausência do Live Aid
Manager exigiu atuação à hora do 'prime time' televisivo nos Estados Unidos. Ou isso, ou nada.
O Live Aid é o grande acontecimento mediático da música dos anos 80, mas a lista VIP de ausentes do evento humanitário é extensa: Bruce Springsteen, Prince, Michael Jackson ou... Rod Stewart. O mundo já era deles em julho de 1985, quando o Live Aid agregou coberturas televisivas em direto à escala planetária, mas por uma razão ou outra, as mencionadas personalidades notaram-se pela ausência.
Rod Stewart estava em grande ação. Os êxitos 'Infatuation' e 'All Right Now' eram ainda muito recentes. O cantor britânico tinha brilhado na edição de estreia do Rock in Rio de 1985, com dois espetáculos diante de mais de cem mil espectadores na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Ao fim de mais de 35 anos, Rod Stewart põe o fim à especulação sobre as eventuais razões para a sua ausência no Live Aid. Em declarações à BBC, tudo se resumiu a um finca-pé do seu manager que escapou a Rod Stewart: "só me queria [no Live Aid] se a atuação passasse no noticiário da CBS às dez da noite. Ele disse: 'se não, ele não vai'".
Rod Stewart não se reviu nesta tomada de posição do seu antigo manager: a preocupação do Live Aid "era a angariação de dinheiro para os miúdos, não o canal de notícias americano que iria passar a nossa atuação".
Queen, David Bowie, Elton John, Sting, Dire Straits, Sade ou U2, em Londres, ou Madonna, Duran Duran, Neil Young, The Cars ou Bryan Adams, em Filadélfia, ou Phil Collins, em ambos os locais (numa azáfama transatlântica), foram algumas das grandes figuras do cartaz do Live Aid.
Rod Stewart lançou nesta sexta-feira o seu 32º álbum de estúdio, "The Tears Of Hercules", onde volta a ter como o seu colaborador de estúdio principal Kevin Savigar, que co-assina a autoria da quase totalidade da dúzia de novas canções.
