Pearl Jam entre os artistas que alertam para a situação de crise no Afeganistão

A banda norte-americana juntou-se a Tom Morello, Grouplove, BRMC, entre outros, para pedir ações concretas de ajuda no território.

Os Pearl Jam juntaram-se a vários artistas na assinatura de uma carta aberta, dirigida ao governo norte-americano, que pede ações concretas para ajudar a população do Afeganistão, que está a enfrentar uma grave crise humanitária. A banda norte-americana juntou-se a Tom Morello (dos Rage Against the Machine), Black Rebel Motorcycle Club, Grouplove, entre outros, na assinatura da missiva que também é assinada por uma série de organizações não governamentais norte-americanas. 

A carta pede medidas para enfrentar a terrível crise humanitária que se vive no Afeganistão, depois da retirada dos Estados Unidos do terreno, em agosto de 2021, e da tomada dos talibãs.

Nesta altura, debaixo da alçada talibã, há milhões de pessoas a enfrentar aquilo a que as Nações Unidas chamam de "insegurança alimentar aguda", em condições muito próximas do nível da fome.

Em declarações à publicação Variety, o guitarrista Mike McCready sublinha que a situação é grave e precisa de respostas urgentes. "Para nós, serve para chamar atenção para aquilo que está a acontecer e para pedir ações governamentais que podem evitar que milhões de pessoas sofram com a fome. O nosso país teve um papel no Afeganistão durante décadas. Não podemos desviar o olhar da situação só porque retirámos de lá as nossas tropas", refere o músico. "Não podemos permitir que a população do Afeganistão seja uma baixa da inércia do mundo. À medida que o inverno se instala, há milhões de vidas em suspenso. Os líderes do mundo têm de agir - antes que seja tarde", continuou o McCready.
 
De acordo com as Nações Unidas, no Afeganistão existem mais de 100 mil crianças que podem morrer de fome, caso não haja ajuda internacional no terreno. Cerca de 23 milhões de pessoas sofrem com fome, falta de água potável, de habitação ou de cuidados de saúde. A situação humanitária é "alarmante", segundo alertou o alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, em dezembro de 2021.