UE discute agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia
Cimeira extraordinária convocada de urgência para esta quinta-feira pelo presidente do Conselho Europeu.
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) discutem hoje, em Bruxelas, o agravamento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia numa cimeira extraordinária convocada de urgência na quarta-feira pelo presidente do Conselho Europeu.
A cimeira extraordinária, presencial e com início agendado para as 20:00 de Bruxelas (19:00 de Lisboa), foi convocada depois de o Presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido, na segunda-feira, as autoproclamadas repúblicas de Lugansk e de Donetsk, no Donbass (leste da Ucrânia), e ordenado a mobilização do exército para estes territórios separatistas pró-russos.
A UE reagiu com a adoção de um pacote de sanções dirigido a Moscovo, acordado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 na terça-feira, mas o presidente do Conselho Europeu entendeu ainda assim convocar uma cimeira de líderes para uma discussão ao mais alto nível sobre os últimos desenvolvimentos da crise a leste e da ameaça de uma nova guerra na Europa.
Na carta-convite dirigida aos líderes, entre os quais o primeiro-ministro português, António Costa, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, começou por agradecer aos 27 "a unidade demonstrada nos últimos dias, nomeadamente através da rápida adoção do pacote de sanções" à Rússia.
Reiterando que "as ações agressivas por parte da Federação Russa violam o direito internacional e a integridade territorial e soberania da Ucrânia" e "minam a ordem de segurança europeia", Charles Michel afirmou ser importante que os 27 continuem "unidos e determinados, a definir em conjunto a abordagem e ações coletivas" face à atual situação.
Este Conselho Europeu extraordinário ocorre no mesmo dia em que está agendada uma cimeira em formato virtual dos líderes dos sete países mais ricos do mundo (G7) para discutir igualmente a crise russo-ucraniana.
A reunião foi anunciada na semana passada pelo Governo alemão, país que preside atualmente ao G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido).
Os chefes da diplomacia das grandes potências do G7 manifestaram o seu "apoio inabalável" à integridade territorial da Ucrânia.
Ainda no contexto da diplomacia, na capital ucraniana, Kiev, vão estar hoje os ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países bálticos Estónia, Letónia e Lituânia, todos membros da UE e da NATO.
Em Lisboa, no parlamento, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, participa num debate parlamentar sobre o conflito na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.
Já hoje, o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma "operação militar" para defender os separatistas no leste ucraniano.
