Marilyn Manson processa Evan Rachel Wood por difamação

Rocker queixa-se de uma cilada contra ele, que envolve também outra parceira sexual, Ashley "Illma" Gore.

Marilyn Manson, na pessoa de Brian Warner (o seu verdadeiro nome), deu um passo formal de resposta à acusação de abusos sexuais contra si, anunciando um processo em tribunal por difamação contra a ex-namorada Evan Rachel Wood (que tem denunciado vários comportamentos polémicos do rocker) e contra a sua companheira sexual intermitente Ashley Illma Gore.

A ex-noiva de Marilyn Manson, Evan Rachel Wood, afirmou ter sido "violada à frente das câmaras" pelo rocker na rodagem do videoclipe da banda de 2007, 'Heart-Shaped Glasses (When the Heart Guides the Hand)', numa revelação vinda a público na primeira parte do documentário "Phoenix Rising", sobre a relação intermitente entre os dois, estreada no Festival de Sundance e que vai estar disponível na plataforma televisiva HBO. Esta foi só mais uma denúncia da atriz Evan Rachel Wood sobre os alegados abusos sexuais de Marilyn Manson, com quem teve um namoro on/off a partir de 2007, que se desenvolveu para um noivado em 2010, mas que terminou no início de 2011. "Fui coagida a um ato sexual sob pretextos falsos. Foi quando o primeiro crime foi cometido contra mim", tinha acusado Evan Rachel Wood, em "Phoenix Rising". A atriz declarou ter-se sentida enganada e desprotegida na filmagem do vídeo dos Marilyn Manson - "ninguém estava a cuidar de mim, foi uma experiência traumática" -, queixando-se do "caos" que envolvia o ambiente da produção.

Marilyn Manson contra-ataca agora, através do seu advogado Howard King, que defende que o rocker está a ser representado "como um violador e abusador", o que a seu ver é "uma falsidade maldosa que tem levado ao descarrilamento de uma carreira de sucesso na música, televisão e cinema" protagonizada por Brian Warner através do seu célebre alter-ego.

Por intermédio do seu representante legal, Marilyn Manson dá a entender ser vítima de uma cilada contra ele, desenvolvida por Evan Rachel Wood e por Ashley Illma Gore. Um dos argumentos para essa teoria é o "fornecimento de coordenadas para possíveis acusadoras, para alistarem alegados atos de abuso que seriam atribuídos contra Warner".

O advogado Howard King refere também a falsificação e divulgação de acusações contra Manson, através de um pretenso e fictício agente do FBI [Federal Bureau of Investigation], para criarem uma espécie de névoa de que o músico estaria sob investigação criminal.

A tentativa de apropriação de informações pessoais de Marilyn Manson no seu computador, smartphone ou e-mail (como palavras-passe), por parte de Evan Rachel Wood e Ashley Illma Gore é outra acusação endereçada a ambas, neste processo de difamação.

Sobre a inserção do documentário "Phoenix Rising" no pacote de programação da HBO, Howard King fez um comunicado que foi publicado na Rolling Stone. "Ainda que a HBO e os produtores venham estando a par da má conduta", atribuída a alegadas mentiras ditas por Evan Rachel Wood, "optaram por não ter em conta os factos. Mas as provas da incorreção de Wood e Gore são irrefutáveis".

Na sua página de Instagram, Marilyn Manson afirma que "haverá uma altura em que poderia dizer mais algumas coisas sobre as ocorrências do ano passado. Até lá, vou deixar que os factos falem por si próprios".