Empresas em todo o mundo fecham as portas à Russia
Todos os dias mais multinacionais cortam relações com o país, na sequência da invasão da Ucrânia.
Primeiro foram as multinacionais do petróleo, depois vieram as tecnológicas, as consultoras, as empresas de automóveis, retalho e serviços. No espaço de uma semana a Russia viu fecharem-se as portas de dezenas de empresas.
A BP e a Shell anunciaram que se vão desfazer dos ativos que têm em empresas de energia russas. A francesa Total Energies não vai tão longe e mantém, para já, as participações mas anunciou um travão nos investimentos na Rússia. A petrolífera Exxon Mobil também anunciou que vai deixar as operações de óleo e gás no país e suspendeu novos investimentos. A portuguesa Galp anunciou em comunicado que "vai suspender quaisquer novas aquisições de produtos petrolíferos provenientes, quer da Rússia, quer de empresas russas".
Também sem vender participações, muitas marcas terminaram os negócios na Rússia. A Adidas suspendeu o patrocínio do futebol russo, a Netflix, YouTube, Apple, Google, Meta (Facebook e Instagram), Disney, Paramount Pictures, Sony Pictures e Warner Bros saíram, por agora, do mercado russo. A Spotify fechou os escritórios na Rússia e lojas como IKEA, H&M e Nike encerram as lojas no país.
Na indústria automóvel, a Volvo, Ford, BMW, Daimler, General Motors, Renault, Jaguar Land Rover, Toyota e a Volkswagen anunciaram suspensão de entregas na Rússia.
Os líderes mundiais do transporte de contentores por mar, MSC e Maersk, reduziram o transporte de carga aos bens essenciais.
As grandes consultoras mundiais estão a rejeitar os clientes abrangidos pelas sanções à Russia. É o caso da Linklaters, KPMG e McKinsey.
A Mastercard e a Visa bloquearam algumas operações no mercado russo.
