Joana Almeirante: "a Bárbara Tinoco foi das maiores surpresas que tive"

Cantora apresenta nesta noite no Maria Matos, em Lisboa, as canções do seu novo EP. Mas há mais cartadas.

A partir das 21h00 de hoje, a cantora portuguesa Joana Almeirante vai estar sozinha em palco no Teatro Maria Matos (Lisboa), a apresentar em formato intimista os temas do seu EP recém-editado, "Ilusão". Há mais brindes, como os temas que um dia virão a integrar o idealizado álbum de estreia a solo (ainda em planificação, já com canções escolhidas, com o fim de ser lançado em 2023). 

No dia 31 de março, é a vez de tocar na Sala 2 da Casa da Música, no Porto, acompanhada por banda. Não são só os formatos que são diferentes entre ambas as atuações. Também os convidados serão diferentes. Agir fará companhia a Almeirante em Lisboa, no Porto é o seu bem conhecido Miguel Araújo (com quem tem tocado há vários anos) que fará par com a cantora oriunda de Santa Maria da Feira.  

Mas há um elo em comum entre os dois concertos: a convidada Bárbara Tinoco. "O que tentei fazer foi trazer os músicos que colaboraram comigo. A Bárbara foi das maiores surpresas que tive nos últimos tempos e temos escrito muito juntas. Fazia sentido que ela pudesse fazer Porto e Lisboa e ela aceitou rapidamente. Tentei trazer as pessoas que colaboraram neste EP. Acima de tudo tentei trazer as pessoas que gosto e que admiro", diz-nos Joana Almeirante, em entrevista por telefone.

Bárbara Tinoco, Agir e Miguel Araújo fazem parte do grupo de compositores do EP "Ilusão", a par de Tyoz e de Jorge Cruz (o antigo líder dos Diabo na Cruz e dos aveirenses Superego, entre outras aventuras). O EP é descrito como centrado na temática do desgosto amoroso. "Falei com os compositores e disse-lhes a temática de que queria falar. Já tinha as canções escritas e eu queria que se enquadrassem ao máximo. Mas foi muito engraçado, porque ao Miguel Araújo, não disse nada e pedi-lhe só uma música. E chegou-me uma canção mesmo nesse sentido. Muitas vezes, não damos as diretrizes e as canções vêm como nós queremos. Portanto, foi um misto. A alguns compositores, pedi especificamente aquilo de que queria falar e a outros não pedi nada e as canções surgiram nesse sentido. Acabo por assinar uma linha e uma estética".

 

Por vezes, Joana Almeirante começa por gravar as maquetas, já com a sua voz a cantar e a pedir uma segunda opinião. Depois, a jovem guitarrista encaminha a demo para o co-criador convidado. Mas no tema 'Confetis', o processo de criação com Jorge Cruz tornou-se mais partilhado do que o normal. "Alterei um bocadinho a harmonia e a melodia e acabou por ficar uma música dos dois. Foi muito gira essa canção. Começou por ser só uma canção dele. Mas, depois, senti que necessitava de algumas alterações, nomeadamente na parte do registo vocal que tive de adaptar. Acabou por ser uma parceria que nos levou a um lugar que queríamos. Obviamente que a produção foi mudando. Fui-lhe passando a produção. De repente, já estávamos a fazer uma coisa em conjunto e para nós foi muito melhor”.

 

 

Os bilhetes para o concerto no Teatro Maria Matos, em Lisboa custam entre 12 euros (no balcão) e 15 euros (na plateia). O preço dos bilhetes para a atuação na Sala 2 da Casa da Música, no Porto, é de 15 euros.