Taylor Swift e Arctic Monkeys nos lançamentos de hoje
Novos discos também dos Simple Minds, dos A-ha e dos Dry Cleaning.
Uma das razões para a plataforma de escuta do Spotify ter ido hoje abaixo pode ser estar relacionada com o lançamento do novo álbum de Taylor Swift, "Midnights" - especula a Bloomberg. Para este décimo álbum, a cantora norte-americana guardou para esta sexta-feira a agradável surpresa de sete faixas-bónus na edição deluxe. No disco propriamente dito, regista-se o encontro de 3º grau com Lana Del Rey em 'Snow on the Beach'.
Os Arctic Monkeys estão cada vez mais contemplativos, como comprovam neste novo disco "The Car", o que desesperará alguns dos fãs de primeira data, que preferem a neura rocker da banda britânica dos primeiros álbuns. Progressivamente enfiado na sua persona, o vocalista Alex Turner parece casa vez mais um artista a solo que faz dos Arctic Monkeys a sua banda de apoio... mas isso não é necessariamente mau.
Os Simple Minds lançam hoje o seu 19º album de estúdio, "Direction of the Heart". A dupla histórica Jim Kerr (vocalista) e Charlie Burchill (guitarrista e teclista) não altera minimamente as coordenadas pop-rock do que se espera da banda escocesa. Em 'Human Traffic', há um convidado inesperado, Russell Mael (dos Sparks). Alguns dos temas de "Direction of the Heart" já tinham sido tocados pelos Simple Minds no Festival de Vilar de Mouros, em agosto passado, como 'Act of Love' e 'Vision Thing'.
Será o "True North" dos A-ha a sua Noruega natal? Esse é o novo álbum do trio nórdico que, apesar das diferentes personalidades entre eles, documenta a sua sobrevivência. O trabalho para este álbum inspirou um documentário, com o mesmo título "True North", que merece o trailer em baixo. O disco é uma viagem introspetiva até ao norte da Noruega e a tentativa de abanão pela positiva a um mundo desafiado pelas crises climáticas.
Um dos gurus da eletrónica Jean-Michel Jarre homenageia a eletrónica e eletroacústica dos primórdios em França, no seu novo álbum "Oxymore". O músico usa as velhas técnicas analógicas da velha eletrónica num disco que é um tributo ao compositor Pierre Henry, um dos magos da eletrónica gaulesa.
Depois de terem criado um culto com o seu álbum de estreia do ano passado "New Long Leg", os Dry Cleaning não quiseram fazer esperar muito os seus seguidores, com o novo disco "Stumpwork", que chega hoje às lojas e plataformas. John Parish, o velho companheiro musical de PJ Harvey, assume a produção desta obra. A vocalista Florence Shaw continua a exprimir os seus pensamentos mais na forma de falatório sorumbático do que em cantoria, por cima de uma espevitada estrutura instrumental pós-punk.
O dia de hoje está abundante a nível de lançamentos. Saem também hoje os novos álbuns de Robyn Hitchcock, "Shufflemania!", de Carly Rae Jepsen, "The Loneliest Time", de Frankie Cosmos, "Inner World Peace", e dos Tegan and Sara, "Crybaby".
O passado na música é como um morto-vivo que sai da campa facilmente. Como o mercado sabe disso melhor que ninguém, nunca faltam reedições como o caso da obra dos Libertines, "Up the Bracket" (edição comemorativa dos 20 anos) e, só no formato de vinil, os discos de Kylie Minogue, "Impossible Princess" (de 1997), e do debute homónimo dos Queens of the Stone Age. Fechamos esta revista parcial com a menção à compilação dos Siouxsie And The Banshees, "All Souls", que combina clássicos com raridades, com curadoria da sua cantora carismática Siouxie Sioux.
