Bruno Fernandes critica abusos de direitos humanos no Qatar
O internacional português com palavras duras para com a organização do Mundial no Catar.
O futebolista internacional português Bruno Fernandes criticou hoje "o que rodeia" o Mundial2022 de futebol, no Qatar, para o qual está convocado, lembrando os trabalhadores mortos na construção de estádios naquele país.
"Sabemos o que rodeia o Campeonato do Mundo, o que tem surgido nas últimas semanas, meses, sobre as pessoas que morreram na construção dos estádios. Não estamos felizes com isso, de todo", declarou o médio, na 'flash interview' da Sky Sports.
Para o médio, é também "estranho" que o Mundial se dispute no inverno, a meio dos campeonatos de clubes, e considerou que "não é a melhor altura nem para jogadores nem adeptos".
"As crianças estarão na escola, as pessoas a trabalhar, e os horários não são os melhores para poderem ver os jogos", acrescentou.
Segundo Fernandes, cujo posicionamento contra os abusos de direitos humanos em solo qatari marca uma diferença na seleção portuguesa, que até aqui não tinha tido uma manifestação tão contundente, um Mundial "é mais do que futebol".
"É uma festa, para adeptos e jogadores, algo que é uma alegria de ver, e devia ser feito de melhor forma. [...] Queremos que o futebol seja para todos, toda a gente tem de ser incluída e envolvida num Campeonato do Mundo, porque um Mundial é do mundo. Para todos, não importa quem. Estas coisas não deviam acontecer, seja em que altura for", atirou.
Ao longo dos últimos anos, numerosas organizações e instituições têm apelado também à defesa dos direitos de adeptos, e não só, pertencentes à comunidade LGBTQI+, tendo em conta a perseguição de que são alvo em solo qatari.
