Lizzo defende-se: "não há nada que leve mais a sério do que o respeito que merecemos como mulheres"

Três bailarinas acusam a norte-americana de assédio sexual e moral e de provocar um ambiente hostil no trabalho.

Esta quarta-feira, 3 de agosto, Lizzo reagiu às alegações de três ex-bailarinas que acusam a cantora de assédio sexual, moral e de promover um ambiente hostil no local de trabalho.

Além de acusarem Lizzo, as três mulheres apontam o dedo à produtora dos concertos Big Grrrl Big Touring, Inc. (BGBT) e a Shirlene Quigley, que gere o corpo de bailarinos nos concertos da artista. Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez, que fizeram as denúncias à NBC News, acionaram um processo legal na terça-feira, 1 de agosto.

"Estes últimos dias têm sido terrivelmente difíceis e esmagadoramente decepcionantes. A minha ética de trabalho, a minha moral e a minha noção de respeito estão a ser questionados. O meu caráter está a ser questionado", começou por escrever Lizzo num comunicado publicado na conta oficial de Instagram. 

"Normalmente, escolho não responder a falsas alegações, mas estas são demasiado inacreditáveis ??e ultrajantes para serem ignoradas. As histórias sensacionalistas são contadas por ex-funcionárias que já admitiram publicamente que foram informadas de que o comportamento que tiveram na digressão era inapropriado e pouco profissional", continua a norte-americana.

"Como artista, sempre fui muito apaixonada pelo que faço. Levo a minha música e os meus concertos muito a sério. No fundo, só quero criar artisticamente aquilo que me representa e o que representa os meus fãs. Com a paixão vem o trabalho duro e os padrões exigentes. Às vezes, tenho que tomar decisões difíceis, mas nunca tive a intenção de fazer alguém sentir desconforto ou de fazer alguém sentir que não é valorizado como uma parte importante da equipa", acrescenta a cantora e instrumentista.

"Não estou aqui para parecer a vítima, mas também sei que não sou uma vilã, como as pessoas e a comunicação social me têm retratado nos últimos dias", refere ainda na nota.

"Sou muito aberta com a minha sexualidade e a expressar-me mas não posso aceitar ou permitir que as pessoas usem essa abertura para me retratarem como alguém que não sou. Não há nada que leve mais a sério do que o respeito que as mulheres merecem no mundo inteiro. Sei o que é ser humilhada pelo tipo de corpo que tenho. Nunca iria criticar ou tratar mal uma empregada por causa do peso. Estou magoada mas não vou permitir que o bom trabalho que fiz pelo mundo seja ofuscado por isto. Quero agradecer a toda a gente que me contactou para me dar apoio neste período tão difícil", escreveu ainda Lizzo.



Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez alegam que foram forçadas a usar roupas "obscenas" num sex show em Amesterdão, na zona de prostituição do Red Light District. 

No processo, surge outra descrição, em que se clama que uma das três dançarinas requerentes, Arianna Davis, "foi pressionada por Lizzo a tocar nos seios de uma das mulheres nuas que estava a atuar no clube" de Amesterdão.

Na acusação, Lizzo é também visada por ter repreendido Arianna Davis pelo seu ganho de peso, exigindo "a divulgação de pormenores pessoais sobre a sua vida, de modo a manter o emprego". Recorde-se que Lizzo é reconhecida por ter ajudado a quebrar os preconceitos contra pessoas obesas e a incentivar a sua auto-estima, dando-se ela própria como exemplo.

As bailarinas alegam ainda que a cantora promovia um ambiente de trabalho hostil.