Canção que junta artificialmente Drake a The Weeknd afinal não é elegível para os Grammys

O diretor-geral da Academia de Artes e Ciências de Gravação usou as redes sociais para esclarecer o assunto.

A polémica gira à volta de 'Heart on My Sleeve' - tema que viralizou em abril nas plataformas digitais e que foi criado por um produtor anónimo que se apresenta como Ghostwriter. A composição é original, porém, as vozes (similares às dos canadianos Drake e The Weeknd) foram geradas com recurso à Inteligência Artificial.

Ontem, 7 de setembro, a imprensa internacional dava conta de que o tema tinha sido submetido aos Grammys mesmo depois de em junho a Academia de Artes e Ciências de Gravação ter estabelecido que só aceitaria criações com "mão humana" na corrida às estatuetas. 

A confusão foi agravada com uma entrevista que o próprio diretor-geral da academia norte-americana deu ao "The New York Times". À publicação norte-americana Harvey Mason Jr. disse que o tema poderia ser elegível para os Grammys uma vez que a composição e a gravação originais tinham sido feitas por um humano mas que a academia teria de averiguar se a canção estaria a ser distribuída comercialmente - uma das exigências da academia. Segundo as regras dos Grammys, os temas têm de ter distribuição comercial para conseguir a estatueta - o que não acontece com 'Heart on My Sleeve'. É que, após ter caído nas diferentes plataformas digitais, a canção foi removida devido a uma ação da Universal Music que, em comunicado emitido na altura, dizia tratar-se de "conteúdo infrator gerado pela Inteligência Artificial".

O responsável veio agora a público esclarecer toda a confusão gerada. Na conta pessoal de Instagram, Harvey Mason Jr. sublinha que o tema não é elegível para as estatuetas da indústria discográfica. "Mesmo que tenha sido escrito por um criador humano, as vozes não foram obtidas de forma legal, não foram disponibilizadas pela editora ou pelos artistas e a canção não está disponível comercialmente. Por causa disso tudo, o tema não é elegível", disse o diretor-geral da organizadora dos Grammys.