Jennifer Lopez, Brian Eno, Peter Gabriel, Patti Smith, Cat Power e Nelly Furtado entre os artistas que pedem cessar-fogo em Gaza
Vários artistas assinam uma carta aberta dirigida ao Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e aos líderes mundiais.
Perante o agravamento do conflito no Médio Oriente, são vários os artistas de diversas áreas, da música ao cinema, que pedem o cessar-fogo na Faixa de Gaza, bem como o resgate em segurança dos reféns que estão nas mãos do Hamas.
À lista de assinantes, que tem estado a ser atualizada, foram adicionados nomes como os de Adam Lambert, America Ferrera, Ben Affleck, Bradley Cooper, Brian Eno, Cat Power, Drake, Jennifer Lopez, Nelly Furtado, Patti Smith, Peter Gabriel, Richard Gere ou Run The Jewels.
A missiva já reunia as assinaturas de Dua Lipa, Michael Stipe, Caroline Polachek, Killer Mike, Vic Mensa, Ani DiFranco, Miguel, Kaytranada, Macklemore, Cate Blanchett, Joaquin Phoenix, John Cusack, Lena Waithe, Diplo, Florence Pugh, Jessica Chastain, Jessie Buckley, John Cusack, Jon Stewart, Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Mark Ruffalo, Michael Moore, Milla Jovovich, Oscar Isaac, Rosie O'Donnell, Susan Sarandon, entre muitos outros.
Os artistas pedem ao Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ao Congresso norte-americano e aos líderes mundiais "para que sejam honradas todas as vidas na Terra Santa", apelando a que o "cessar-fogo seja facilitado o mais depressa possível".
"Unimo-nos como artistas e defensores, mas, acima de tudo como seres humanos que estão a assistir à devastadora perda de vidas e aos horrores que estão a acontecer em Israel e na Palestina", começa a missiva que pode consultar aqui.
"Mais de 5 mil pessoas foram mortas na última semana e meia - um número que qualquer pessoa com consciência percebe que é catastrófico. Acreditamos que todas as vidas são sagradas, independentemente da fé ou da etnia e condenamos o assassinato de civis palestinianos e israelitas", lê-se na carta que foi publicada há alguns dias.
"Metade dos dois milhões de habitantes em Gaza são crianças, e mais de dois terços são refugiados e os seus descendentes estão a ser forçados a sair das suas casas. A ajuda humanitária tem de ser permitida", continua a missiva.
"Defendemos a liberdade, a justiça, a dignidade e a paz para todas as pessoas - queremos que o banho de sangue pare. Recusamos ter de contar às futuras gerações a história do nosso silêncio", lê-se ainda no texto.
De acordo com a BBC, que cita o ministério da saúde controlado pelo Hamas, desde o dia 7 de outubro foram mortas 8 mil 525 pessoas na Faixa de Gaza, entre as quais 3 mil 542 crianças e 130 funcionários que prestavam cuidados de saúde à população.
