2023 na música: as vitórias, as distinções e as homenagens

Celebração do talento em 2023, com os prémios, os tributos e as distinções. Lembramos os vencedores e reconhecidos em Portugal e no resto do mundo.

A Rádio Comercial celebrou Sérgio Godinho 
50 anos de carreira homenageados com 41 vozes. Em novembro, a Rádio Comercial juntou 41 artistas para recriar a canção 'O Primeiro Dia'. O propósito foi o de celebrar o meio século artístico de um dos nomes maiores da cultura portuguesa. 

Pedro Abrunhosa, Capicua, Mafalda Veiga, Samuel Úria, Bispo, António Zambujo, Tomás Wallenstein, Fernando Daniel, Ana Bacalhau, Syro, Carolina de Deus, Luís Represas, António Manuel Ribeiro, Rui Reininho, Bárbara Tinoco, Héber Marques, Carolina Deslandes, Áurea, Ivandro, Rui Veloso, Buba Espinho, Rita Redshoes, Diogo Piçarra, Marisa Liz, João Só, Cláudia Pascoal, Miguel Araújo, Gabriel O Pensador, Tiago Bettencourt, Nuno Ribeiro, David Fonseca, Carlão, Sara Correia, Tim, Irma, João Pedro Pais, Nena, Os Quatro E Meia, A Garota Não, Camané e Jorge Palma (que fechou a canção com a voz de ouro) cantaram na homenagem sentida que a rádio prestou a Sérgio Godinho. 


Veja a reação de Sérgio Godinho quando viu pela primeira vez o vídeo com a homenagem:


O músico, compositor e escritor também reagiu à surpresa nas redes sociais. "Dizem-me várias vezes: tu és um homem das palavras, e eu sei que sim, como muitos são de outras formas. Sim, porque tenho uma paixão pelas palavras, e nomeadamente na sua concubinagem com a música. Mas tudo isto para dizer que agora fiquei mesmo sem palavras, perante este vídeo que me é oferecido pela Rádio Comercial, agregando as vozes de tantos músicos cantores, cada um e cada uma com a sua razão própria e generosa de me agradecer, cantando-me. E aí teria uma palavra, sim - obrigado. Que diz tudo. Nessa palavra cabe toda a força desta irmandade musical, que se estende a tantas praias e tantos horizontes. Cada um mergulhou no seu mar, nadou à sua maneira, flutuou, soube ir ao fundo e voltar. 'Eu fui ao fim do mundo, vou ao fundo de mim...' Obrigado por terem ido ao fundo de mim. Os tesouros e os despojos que talvez encontrem são vossos, todos vossos", lia-se na mensagem que publicou. 

Prémio Camões finalmente nas mãos de Chico Buarque 
A 24 de abril de 2023, o músico e escritor brasileiro Chico Buarque recebeu, finalmente, o Prémio Camões, com o qual foi reconhecido em 2019. A cerimónia teve lugar no Palácio de Queluz, em Sintra, e contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do presidente brasileiro, Lula da Silva. Além dos dois chefes de estado, estiveram presentes membros do governo português, elementos da diplomacia de ambos os países e vários vultos da cultura, como é o caso de Mia Couto, Manuel Alegre ou Carminho. 

O Prémio Camões reconhece um escritor que, com a obra que criou, tenha contribuído para o enriquecimento e projeção do património literário e cultural de Língua Portuguesa. Na cerimónia, Manuel Frias Martins - presidente do júri - destacou o universo criativo de Chico Buarque. "Tem sempre uma espécie de reserva de energia para recordar mágoas e equívocos das relações humanas e contrariar a violência, a injustiça e o medo", disse o académico.  

No discurso que preparou para a ocasião, Chico Buarque, que estava visivelmente emocionado com a distinção, homenageou o pai, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, de quem disse ter herdado "livros e o amor pela Língua Portuguesa". O autor brasileiro fez também uma referência à forma como a presidência de Jair Bolsonaro lidou com a cultura no Brasil, ao dedicar o reconhecimento a "tantos autores humilhados e ofendidos" nos "anos de estupidez e obscurantismo". A entrega do Prémio Camões a Chico Buarque estava marcada para abril de 2020, mas a Covid-19 fez com que tivesse de ser adiada. 


Caetano Veloso homenageado com a Medalha de Mérito Cultural pelo governo português 

A última passagem de Caetano Veloso por Portugal teve um extra. Em setembro, o artista brasileiro recebeu a Medalha de Mérito Cultural das mãos do governo português numa cerimónia que teve lugar na residência oficial do então Primeiro-Ministro. Além de António Costa, também esteve presente o Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva. A distinção serve para reconhecer pessoas (singulares ou coletivas), nacionais ou estrangeiras pela dedicação a atividades de ação ou divulgação cultural.    

"Caetano Veloso é brasileiro, mas a voz que tem é universal. Artista consagrado no Brasil e no mundo, cantor e autor de canções populares que sabemos de cor e que fazem parte das nossas vidas", disse António Costa ao dar a medalha ao músico. "O seu canto foi, é e continuará a ser um poderoso veículo de divulgação e afirmação da Língua Portuguesa. Na língua, como na música, Caetano esteve sempre ciente do património e da tradição em que se insere, mostrando que isso não se opõe a uma incessante renovação e reinvenção. Pela sua boca, o português nunca foi menos do que uma grande língua do mundo. E pela sua boca o português foi sempre uma nova língua no mundo de todos nós

O artista brasileiro retribuiu e sublinhou que tem muito a agradecer a Portugal. "Em primeiro lugar, agradecer pela sorte, ambígua mas indubitavelmente sorte, por ter nascido num país que fala português, que predominantemente fala português", começou por dizer Caetano Veloso quando recebeu a distinção. 

"O facto de o Brasil ser um país lusófono, para mim, é quase um milagre. Eu cresci a ouvir canções mexicanas, argentinas e cubanas. Fui tomado pela canção brasileira, como todo o povo brasileiro era, mas sentindo a presença da língua espanhola, ao redor, e os ecos da língua inglesa. Para uma pessoa que nasce no Brasil o mundo é um lugar meio longe. Então, aquelas canções em inglês pareciam presentes mas distantes. Queria sublinhar que falar português é algo que me honra e que também me dá responsabilidade. Acho que devemos lutar pelo brilho disso", disse ainda o homenageado no discurso que preparou para a cerimónia.         


Fernando Tordo e Paulo de Carvalho condecorados por Marcelo Rebelo de Sousa 

Em abril, os músicos Fernando Tordo e Paulo de Carvalho foram agraciados por Marcelo Rebelo de Sousa com o grau de comendador da Ordem da Liberdade. O maestro e compositor Jorge Costa Pinto e o letrista e argumentista Nuno Nazareth Fernandes foram condecorados pelo chefe de Estado com o grau de comendador da Ordem do Mérito. A Ordem da Liberdade reconhece "serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa e à causa da liberdade" e a Ordem de Mérito destina-se a galardoar "atos ou serviços meritórios" que "revelem abnegação em favor da coletividade".

Mimicat levou o coração à Eurovisão 
Em março, a cantora Mimicat venceu a 57ª edição do Festival da Canção. A artista de Coimbra venceu o festival com 'Ai, Coração' - a canção que em maio conseguiu chegar à final da Eurovisão que teve lugar em Liverpool, Reino Unido. Portugal ficou em 23º lugar, tendo recolhido 43 pontos do júri e 16 pontos da votação do público. Quem venceu a Eurovisão foi a Suécia. A cantora Loreen ganhou a competição com a canção 'Tattoo', com 583 pontos.

 

PLAY - Os Prémios da Música Portuguesa - também celebraram Sérgio Godinho  
Os PLAY - os Prémios da Música Portuguesa - decorreram em abril no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Ana Moura foi galardoada com três estatuetas: Melhor Álbum, com o disco "Casa Guilhermina", Prémio Crítica, com o mesmo registo, e Melhor Artista Feminina. Ivandro conquistou os prémios de Canção do Ano, com o tema 'Lua', e Melhor Artista Masculino. O reconhecimento de Melhor Grupo foi para as mãos dos Calema e Nena foi premiada como a Artista Revelação. 

Sérgio Godinho recebeu o Prémio Carreira pelas mãos do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva. Com cinquenta anos de estrada criativa, o músico, compositor, cantor e escritor subiu ao palco debaixo de um imenso aplauso e com todos os que estavam na sala lisboeta de pé.

 

Globos de Ouro
A cerimónia dos Globos de Ouro - transmitida anualmente pela SIC - aconteceu em outubro. Os Da Weasel levaram para casa a estatueta dourada para Melhor Atuação com o concerto de regresso que deram no palco do NOS Alive em 2022. 'Na Escola', tema d'Os Quatro e Meia, foi distinguido com o Globo de Ouro de Melhor Canção e a artista A Garota Não (o heterónimo musical de Cátia Oliveira) venceu o Globo de Ouro de Melhor Intérprete.

Prémio José Afonso 
O músico Eu.Clides venceu o Prémio José Afonso 2022, com o álbum "Reservado" - "um trabalho de estreia muito promissor, de um artista muito completo", anunciou em maio o júri do galardão que é atribuído anualmente, desde 1988, pela Câmara Municipal da Amadora.

O júri decidiu, "por unanimidade", premiar o EP de Eu.Clides "por ser um trabalho de estreia muito promissor, de um artista muito completo (compositor, produtor, guitarrista, letrista, cantor) que representa, pelo seu rasgo e qualidade musical, o que de melhor se faz atualmente no panorama cultural português". Com este prémio, os jurados "quiseram celebrar a capacidade [de Eu.Clides] de experimentar novas sonoridades, tendo como âncora a música de Cabo Verde, na linha do que José Afonso sempre concretizou: o cruzamento entre tradição e renovação". 

O Prémio José Afonso "tem como objetivo homenagear o cantor e compositor português José Afonso, preservando e perpetuando a obra do autor", sendo atribuído a um álbum editado no ano ou nos anos anteriores ao da edição do prémio.

Miguel Araújo recebe o prémio José da Ponte
Miguel Araújo foi o artista distinguido pela Sociedade Portuguesa de Autores com o prémio José da Ponte, que todos os anos reconhece o contributo que os autores escolhidos têm dado à música portuguesa. O reconhecimento foi atribuído ao músico e compositor portuense pelo disco "Chá lá lá", que editou em 2022. Miguel Araújo recebeu oficialmente o reconhecimento em fevereiro.

Taylor Swift é a Pessoa do Ano para a revista "Time"
Taylor Swift foi eleita pela famosa "Time" como a "pessoa do ano" 2023. A revista justificou a escolha com os recordes sucessivos conquistados pela norte-americana, desde os que conseguiu nas plataformas de streaming aos números que envolvem a "Eras Tour" que vai passar pelo Estádio da Luz, em Lisboa, em maio.  

Harry Styles e Beyoncé brilham nos Grammys 
Em 2023, o consagrado Grammy de Álbum do Ano foi parar às mãos de Harry Styles, com o disco "Harry's House". O inglês acumulou ainda as estatuetas de Melhor Álbum Pop Vocal e Álbum Não-Clássico com Melhor Engenharia de Som com o mesmo registo discográfico.  
 
Também foi neste ano que Beyoncé se tornou a recordista histórica de Grammys, com a soma de 32 prémios ao longo da carreira. Na cerimónia de 2023, a artista norte-americana venceu nas categorias de Melhor Gravação de Eletrónica ('Break My Soul'), Melhor Álbum de Eletrónica ("Renaissance"), Melhor Interpretação de R&B Tradicional ('Plastic Off the Sofa') e Melhor Canção de R&B ('Cuff It').

Lizzo venceu o Grammy de Gravação do Ano, como tema 'About Damn Time', e o Grammy de Canção do Ano foi parar às mãos de Bonnie Rait, com a canção 'Just Like That'. A cantora norte-americana Samara Joy foi outra das grandes vencedoras da cerimónia, ao vencer o Grammy de Melhor Revelação. 


Grammy Latino de Melhor Canção para Shakira e Álbum do Ano para Karol G

Novembro foi o mês dos Grammys Latinos que - pela primeira vez na história dos prémios - tiveram lugar em Sevilha, Espanha. O Grammy Latino Álbum do Ano premiou o disco "Mañana será bonito", de Karol G., e Shakira conquistou a estatueta de Melhor Canção com 'Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53'. 

Harry Styles, o domínio absoluto nos Brit Awards 
Cerca de uma semana depois dos Grammys, o músico britânico foi o grande vencedor da 43ª edição dos Brit Awards - os prémios da indústria musical do Reino Unido que decorreram em Londres. Styles conquistou as estatuetas de Artista do Ano, Álbum do Ano (com "Harry's House", Canção do Ano (com 'As It Was') e Melhor Atuação Pop/R&B. O artista inglês, que estava visivelmente feliz e confortável por estar a ser reconhecido em casa, também atuou na cerimónia, oferecendo ao público a interpretação de 'As It Was' - o tema que também interpretou na cerimónia dos Grammys. 


A norte-americana Beyoncé foi a Artista Internacional do Ano e conquistou a estatueta de Melhor Canção Internacional, com 'Break My Soul'. Já os Fontaines DC ganharam na categoria de Grupo Internacional do Ano. As Wet Leg (Rhian Teasdale e Hester Chambers) foram reconhecidas com o galardão de Artista Revelação e com o prémio de Melhor Grupo. 

Taylor Swift coroada na MTV
Na entrega dos MTV Video Music Awards, que teve lugar no mês de setembro em Newark, nos Estados Unidos, Taylor Swift arrecadou nove estatuetas. Só o tema 'Anti-Hero' deu-lhe seis prémios: Vídeo do Ano, Canção do Ano, Melhor Pop, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia e Melhor Realização. A cantora e compositora também foi reconhecida como Artista do Ano e ainda conquistou os prémios de Álbum do Ano (com "Midnights") e Espetáculo do Ano, no âmbito de "Eras Tour". A artista, de 33 anos, torna-se na segunda maior vencedora de sempre dos MTV VMA numa noite

Os italianos Måneskin venceram no género rock, Lana Del Rey ganhou na música alternativa, a brasileira Anitta na música latina e os sul-coreanos Stray Kids na k-pop.

Shakira foi celebrada com o Michael Jackson Video Vanguard Award pelo contributo que deu à história dos telediscos. Diddy conquistou o Global Icon Award, que premeia a carreira dos artistas. 


Taylor Swift também foi a grande vencedora da versão europeia dos prémios da MTV. A dona de 'Cruel Summer' conquistou três galardões: o de Melhor Artista, o de Melhor Vídeo e de Melhor Atuação ao Vivo. 

O prémio de Melhor Artista Português foi para as mãos do rapper Bispo. Bárbara Tinoco, Carolina Deslandes, Marisa Liz e Piruka eram os restantes nomeados.

Os vencedores dos prémios foram anunciados em novembro, porém, a cerimónia, que deveria ter tido lugar em Paris, França, foi cancelada devido ao agravamento do conflito no Médio Oriente.  

Shakira, a primeira Mulher Latina do Ano para a Billboard 
A distinção foi entregue à colombiana em maio, nos Estados Unidos. A cantora aproveitou a ocasião para expressar o que sentiu depois do atribulado fim da relação que mantinha com Gerard Piqué e que fez manchetes no mundo inteiro. O discurso, que foi de força e apoio às mulheres e às mães solteiras, viralizou nas redes sociais. "Foi um ano de mudanças drásticas na minha vida e durante o qual senti mais do que nunca e de uma forma muito pessoal o que é ser mulher", começou por dizer Shakira. "Foi o ano em que percebi que as mulheres são mais fortes do que imaginam, mais corajosas do que pensam e mais independentes do que aquilo que lhes é ensinado. Na vida de todas as mulheres há sempre aquele momento em que nos esquecemos de próprias para procurar atenção e amor a outra pessoa. Isso já me aconteceu várias vezes. Mas também há uma altura na vida em que as mulheres percebem que não dependem do amor de outra pessoa para se aceitarem tal como são. É aquela altura em que a procura por outra pessoa é substituída pela autodescoberta. É aquela altura é que o desejo de sermos perfeitas é substituído pelo desejo de sermos autênticas. É quando descobrimos que a infidelidade de outra pessoa é bem menos importante do que sermos fiéis a nós próprias", afirmou na altura a dona de 'Hips Don't Lie'.

Rock & Roll Hall of Fame com mais sete "inquilinos"
Kate Bush, George Michael, os Rage Against the Machine, Willie Nelson, Sheryl Crow, Missy Elliott e os Spinners foram os artistas indigitados para o Rock & Roll Hall of Fame. Nomes como os de Cyndi Lauper, Iron Maiden, Soundgarden, White Stripes, Joy Division/New Order, Tribe Called Quest ou Warren Zevon estavam nomeados para a seleção deste ano mas não passaram à fase final. A cerimónia de indigitação de 2023 decorreu a 3 de novembro no Barclays Center, em Nova Iorque, Estados Unidos. 

Taylor Swift volta a somar no Billboard Music Awards
A entrega de prémios da famosa Billboard aconteceu em novembro. O cantor e compositor de música country Morgan Wallen foi quem somou mais estatuetas, arrecadando um total de 11 prémios, seguindo-se na lista de vencedores o nome de Taylor Swift, que conquistou 10 prémios. Wallen ganhou nas categorias de Artista Top Masculino, Artista Top Hot 100, Artista Top Streaming (canções), Top Streaming Canções, com Last Night, e Artista Top Country, entre outras. Taylor Swift foi reconhecida como Artista Top, Artista Top Feminina, Artista Top Billboard 200, Compositor Top Hot 100, Artista Top Billboard Global 200, Top Vendas Canções, com  Anti-Hero, entre outras categorias.

Polar Music Prize para três artistas
O editor britânico Chris Blackwell, a cantora Angélique Kidjo (do Benin) e o compositor estoniano Arvo Pärt foram reconhecidos com o Polar Music Prize, prémio que também conhecido como o "Nobel da Música".

Paul McCartney, Stevie Wonder, Dizzy Gillespie, Bruce Springsteen, Ravi Shankar, Iannis Xenakis, Gilberto Gil ou Bob Dylan foram alguns dos vencedores do Polar Music Prize, uma distinção que é atribuída na Suécia (desde 1992) e que foi criada pelo antigo agente dos ABBA, Stig Anderson.

Mercury Prize para os Ezra Collective
Os Ezra Collective conquistaram o Mercury Prize 2023, com o disco "Where I'm Meant to Be". O galardão distingue um disco da produção musical das Ilhas Britânicas dos últimos 12 meses por méritos como a criatividade ou a capacidade de invenção. 

A música nos Óscares 
Em março de 2023, o mundo soube o nome dos vencedores dos Óscares. A estatueta na categoria de Melhor Canção Original foi parar às mãos da dupla M. M. Keeravani & Chandrabose, que compôs o tema 'Naatu Naatu', do filme indiano "RRR". A de Melhor Banda Sonora Original foi dada ao compositor Volker Bertelmann pela música que criou para o filme alemão "A Oeste Nada de Novo".

Woody Guthrie Prize 2023 para as russas Pussy Riot 
Em maio, as Pussy Riot, conhecidas pelas ações de protesto político, foram reconhecidas com o norte-americano Woody Guthrie Prize 2023. A distinção é dada aos artistas que lutam pela justiça social, tal como fazia o artista histórico Woody Guthrie.

'Fast Car', de Tracy Chapman, foi a melhor canção nos Country Music Awards
Tracy Chapman viu 'Fast Car' (o tema que editou em 88) a vencer a estatueta de Canção do Ano nos Country Music Awards. O single, editado há 35 anos, ganhou a estatueta de Canção do Ano, isto devido ao sucesso da versão que o cantor country Luke Combs fez do tema.