Valter Hugo Mãe, Teolinda Gersão e Alexandre O'Neill entre as 111 novidades da Porto Editora

O Grupo Porto Editora anunciou 111 novidades a publicar no primeiro semestre de 2024.

Uma das novidade é o novo livro de Valter Hugo Mãe, um romance com a ilha da Madeira como pano de fundo, que aborda a importância de Deus e da maternidade. "Deus na Escuridão" é um "manifesto de lealdade e resiliência. 

De Teolinda Gersão, é publicado, ainda neste mês de janeiro, "Os Teclados & Três Histórias", que reune a novela "Os teclados" (1999) e o livro de contos "O mensageiro e outras histórias com anjos" (2003). Um livro que mostra, uma vez  mais, a "incrível linguagem de Teolinda Gersão.

E este semestre apresenta, também, "Geração D", de Carlos de Matos Gomes, que não sendo sobre o 25 de abril, "conta os dilemas da sociedade portuguesa no fascinante processo que conduziu ao fim de um ciclo imperial de 500 anos, ao fim da mais longa ditadura europeia, à integração política, económica e social na União Europeia".

Em abril, é reeditado pela Assírio & Alvim "Cravo", de Maria Velho da Costa (1938-2020), obra editada pela primeira vez em 1976, que é um conjunto de 22 textos, entre a crónica, a poesia, o manifesto ou o ensaio, escritos antes do 25 de Abril de 1974.

O livro de José Rodrigues, é publicado, também em abril. Chama-se "O Quinto Pescador" e é um romance que conta a história de Francisco, um homem de meia-idade, que resolve abandonar a cidade onde sempre viveu, e escolhe viver num casebre no cimo de uma ravina de uma praia alentejana.

Em maio é publicado de Alberto S. Santos "Juliana, a Senhora das Índias", que conta a história de uma mulher de ascendência portuguesa, que teve uma relação muito próxima com a família real de Moghul, na Índia.

Na área da poesia, a Assírio & Alvim conta publicar "Nocturama", de Luís Quintais, "Ferida Secreta", de Jorge Gomes Miranda, "Poesias Completas", de Nuno Guimarães (1942-1975), e reeditar, este mês, "Tisanas", de Ana Hatherly (1929-2015), com edição e posfácio de Ana Marques Gastão.

Em maio pela mesma chancela são publicados "Metamorfoses seguidas de Quatro Sonetos a Afrodite Anadiómena", de Jorge de Sena (1919-1978), "Lições da Miragem", de Ricardo Gil Soeiro, e "A Telefonista do The Guardian", de Filipa Leal.

O grupo vai também assinalar os 80 anos da Livros do Brasil, chancela que comprou em 2015. No âmbito da celebração está previsto a reedição de "O Livro de San Michele", o primeiro título da coleção "Dois Mundos", o texto autobiográfico do médico psiquiatra sueco Axel Munthe (1857-1949). Trata-se de um elogio à natureza e à relação entre humanos. 

E, pela primeira vez em Portugal, "A Vergonha", da autora francesa Annie Ernaux, Prémio Nobel de Literatura em 2022. Na primavera está prevista, também, a publicação de "Os Armários Vazios", primeiro livro que lançou, em 1974.

Ainda da coleção "Dois Mundos" sai, em março, "A Mulher da Areia", do japonês Kobo Abe, que em 1964, o realizador Hiroshi Teshigahara adaptou ao cinema.

Em maio é publicado "Pedra e Sombra", de Burhan Sönmez, autor anglo-turco, que atualmente preside ao PEN International. É um "romance épico e intimista que traça um espantoso retrato de uma sociedade rica e complexa, fruto do legado de cristãos, mulçulmanos sunitas, alauitas, turcos, curdos e arménios".

Na coleção "Contemporânea", sairá "O Evangelho do Novo Mundo", de Maryse Condé, escritora de língua francesa, de 86 anos, natural da ilha de Guadalupe, que com este livro homenageia José Saramago.

A obra "Alexandre O'Neill: Uma Biografia Literária", revista e aumentada, de Maria Antónia Oliveira, é publicada em março.