Neil Young regressa contrariado ao Spotify
Cantor mantém crítica à falta de qualidade sonora da famosa plataforma de streaming.
"Se não os podes vencer, junta-te a eles". O provérbio tão usado em Portugal ilustra bem a difícil decisão de Neil Young que se sentiu na necessidade de terminar o boicote da sua música ao Spotify, iniciada há dois anos.
Em janeiro de 2022, o folk-rocker canadiano tinha-se revoltado contra o podcast de Joe Rogan, que acusava de espalhar notícias falsas sobre as vacinas contra a covid-19. Pelo facto desse programa ter passado em exclusivo no Spotify, Neil Young tinha feito um ultimato à plataforma sueca - "Podem ter Rogan ou Young. Não os dois" – que depois levou adiante, mandando retirar a sua música do Spotify.
Atendendo à expansão para outras plataformas áudio como a Apple e a Amazon do podcast de Joe Rogan, que Neil Young continua a considerar de "desinformação", o músico rendeu-se à realidade e devolveu a sua música ao Spofity, pela mesma razão que está nas outras plataformas - "não posso deixar a Apple e a Amazon, como fiz com o Spotify, porque a minha música passaria a ter muito pouca saída no streaming para todos os apaixonados da música”, escreve o cantautor de 78 anos no seu site oficial.
A obra musical de Neil Young já está praticamente toda disponível para os utilizadores do Spotify. Mas o músico manda outro recado ao serviço de streaming: "o Spotify, o nº1 do streaming da música em low res [baixa fidelidade], onde se capta menor qualidade do que a que nós gravámos, será novamente abrigo da minha música". E propõe ao Spotify adotar o Hi Res [alta fidelidade] que outros serviços de streaming têm como o Qobuz ou o Tidal.
Neil Young, ativista de muitas lutas sociais, tem sido um defensor acérrimo de maior qualidade sonora nos serviços de streaming e dos mp3.
Em janeiro de 2022, quando foi tomada a decisão de retirada da música do Spotify, Neil Young admitiu na altura que iria perder 60% das suas receitas em streaming.
