Jornalistas em greve esta quinta-feira (mais de 40 anos depois)

Uma paralisação contra os baixos salários, a precariedade e a degradação acentuada das condições de exercício de jornalismo.

Os jornalistas cumprem esta quinta-feira uma greve de 24 horas. É a segunda paralisação em mais de 40 anos, convocada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ).

O presidente do SJ, Luís Simões, diz que o jornalismo degradou-se nas últimas quatro décadas, sendo cada vez mais uma profissão precária, com salários baixos e com as redações cada vez mais vazias.

Depois de darem voz a tantas greves de outros profissionais, o dirigente sindical diz que chegou a hora dos jornalistas também protestarem perante as injustiças.

E no rescaldo das eleições legislativas, a 10 de março, o presidente do SJ diz que este é o momento do poder político olhar para o jornalismo e passar à ação: "é preciso passar das palavras aos atos. Não basta dizer que o jornalismo é um pilar da democracia. Temos que perceber que o momento é de emergência. Ou salvamos o jornalismo ou corremos sérios riscos de ganhar a desinformação".

O despedimento coletivo anunciado esta semana no Diário de Notícias é outro motivo que dá mais força a esta greve dos jornalistas.

Além da greve, haverá concentrações ao longo desta quinta-feira em vários pontos do país, incluindo no Porto, na praça Humberto Delgado, pelas 12h00, e em Lisboa no Largo do Camões, pelas 18h00.

O Sindicato dos Jornalistas conta com a presença da sociedade civil nesta luta.