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Produtor do jogo "Call of Duty" processado por famílias de vítimas de tiroteio

Passam dois anos do ataque na Escola Primária Robb.

Produtor do jogo "Call of Duty" processado por famílias de vítimas de tiroteio
Pixabay

As famílias de 19 vítimas do tiroteio na escola de Uvalde anunciaram na sexta-feira processos judiciais contra a Meta Platforms, o produtor do videojogo “Call of Duty” e a fabricante de armas que fez a usada na ocorrência.

Os processos contra a Meta, a Activision e a Daniel Defense foram anunciados quando passam dois anos do ataque na Escola Primária Robb.

Acusam as empresas de articulação na promoção e criação de conteúdos concebidos para glorificar o combate, a violência das armas e a matança, de tal forma que, em termos efetivos, formaram o atirador adolescente antes de ele matar 19 alunos e dois professores, no que foi um dos tiroteios mais mortíferos nas escolas na história dos EUA.

“Há uma linha direta entre o comportamento destas empresas e o tiroteio em Uvalde”, disse Josh Koskoff, um dos advogados das famílias.

“Este monstro de três cabeças expô-lo [ao autor do tiroteio], de forma consciente, à arma, condicionou-o a vê-la como um instrumento para resolver os seus problemas e treinou-o para a usar”, desenvolveu.

O mesmo grupo de famílias, na quarta-feira, apresentou um processo contra os oficiais e agentes da polícia estadual do Texas envolvidos no fiasco que constituiu a resposta das autoridades à situação naquele dia.

Então, mais de 370 agentes da polícia local, estadual e federal, compareceram no local, mas esperaram mais de uma hora para confrontarem o atirador na sala de aula, enquanto estudantes e docentes estavam no chão, mortos, em agonia ou feridos.