Pavilhão do Conhecimento: há 25 anos que "o conhecimento ocupa lugar"

O aniversário do Centro de Ciência Viva celebra-se com "uma viagem no tempo": entrada livre e 25 atividades.

Há 25 anos que Rosália Vargas vê o Pavilhão do Conhecimento mostrar a quem o visita que afinal há sempre mais alguma coisa que não se sabe. Na liderança do também Centro de Ciência Viva desde 1999, já viu temas como o cabelo ("O cabelo descodifica-se", 2002 a 2003), a água ("ÁGUA - uma exposição sem filtro", 2021 a 2022 que vai está em Barcelona até 2025) ou o nojo - sim, o nojo em geral ("Knojo!",2007 a 2008)) - serem estrelas de exposições.

Todas foram um exemplo de que "quando nos focamos em algo no nosso corpo ou à nossa volta, torna-se infinito o conhecimento e aquilo que desconhecemos". 

Para celebrar o seu aniversário, hoje (25 de julho) a entrada é gratuita e propõe uma viagem no tempo. Há uma programação especial com jogos interativos, workshops, momentos musicais e prémios para quem conseguir completar as 25 atividades que fazem parte do aniversário do Pavilhão. O programa promete levar os visitantes até ao passado, mas sem tirar os olhos do futuro: a próxima exposição vai ser "A ciência da Pixar", já em Outubro.

A diretora confessa que "a criançada adora" o museu e que "o riso e a alegria são uma forma de aprender", mas os mais novos já estão longe de ser os únicos visitantes. As escolas são uma constante entre os mais de cinco milhões de pessoas que já passaram pelo museu, mas aos fins de semana "vêm-se mais famílias com filhos e amigos, assim como turistas". 

Apesar do dizer popular ser "o saber não ocupa lugar", no Pavilhão do Conhecimento a crença é o contrário. A diretora recorda José Mariano Gago que dizia que "o conhecimento ocupa lugar" e os "centros de ciências e museus fazem-no no melhor dos sentidos". 

*com Gonçalo Teles