Os proprietários dos veículos que arderam no Prior Velho ainda não foram contactados
Vânia Oliveira, que faz parte do grupo de lesados, desvia a culpabilização das seguradoras.
Os proprietários dos mais de 200 carros que arderam no Prior Velho, a 16 de agosto, ainda não foram contactados.
À redação Vânia Oliveira, que perdeu o veículo no incêndio, explicou que os lesados pelo incidente criaram um grupo no whatsapp para reunirem informações e preparem uma ação conjunta, se necessário. Até ao momento, não "receberam informação da parte de ninguém", tem sido o grupo que procura saber mais sobre o que aconteceu. A ausência "dá azo a muita especulação".
Entre os que perderam o veículo no incêndio há vários tipos de cobertura do seguro: simples de responsabilidade civil; só contra terceiros, mas com cobertura de incêndios; e, uma ínfima parte, de danos próprios. Vânia Oliveira destaca que os diferentes tipos não são relevantes, "porque o valor indemnizatório seria recebido por um incêndio, um acidente que o carro ficasse totalmente danificado ou roubo". Os lesados neste momento aguardam pela responsabilização do parque onde tinham deixado o carro à ida para o aeroporto.
As pessoas que perderam o veículo aguardam que a informação chegue "das pessoas responsáveis e dos organismos competentes". Em cima da mesa está um "processo judicial coletivo" no caso da situação não se resolver, mas "não querem saltar etapas". Para já, criaram uma petição online, "para que no futuro haja mais vistorias e outro tipo de exigências".
Contactada pela redação, a Polícia Judiciária afirma que "a investigação está concluída e que os resultados vão ser divulgados oportunamente".
