Casa onde viveu Mísia em Lisboa vai acolher residências artísticas
A residência da fadista Mísia (1955-2024) em Lisboa vai acolher artistas de diversas áreas, e alguns objetos pessoais vão a leilão em novembro, divulgou hoje a Fundação Kees Eijrond.
A residência da fadista Mísia (1955-2024) em Lisboa vai acolher artistas de diversas áreas, e alguns objetos pessoais vão a leilão em novembro, divulgou hoje a Fundação Kees Eijrond.
A diretora executiva da Fundação Kees Eijrond, Mirna Queiroz, disse hoje que este projeto “estava pensado, mas não totalmente pormenorizado” com a fadista, que estabeleceu, há dois anos, contacto com a instituição neerlandesa que adquiriu a sua casa no Alto de Santa Catarina, na capital.
A ideia é abrir a casa a residências artísticas, mas também receber artistas internacionais que passem por Lisboa, explicou Mirna Queiroz, realçando que o objetivo é “manter vivo o legado de Mísia”.
Na casa, onde ainda “se sente o perfume de Mísia”, está atualmente a residir o intérprete jamaicano-americano David J. Amado.
A fundação abriu candidaturas e foram selecionados três projetos: o de Amado, o do escritor brasileiro Nuno Ribeiro e o da atriz portuguesa Francisca Neves.
As residências artísticas “apresentam projetos em torno da palavra em português”, explicou Mirna Queiroz.
Na conferência de imprensa hoje esteve também presente um dos herdeiros e amigo da fadista, Sebastian Figueiras, com quem a fundação trabalha de perto.
Sebastian Figueiras disse que este é um projeto de que “a Mísia iria gostar”.
A casa vai também abrir portas ao público, não de forma continuada, mas com “visitas guiadas, subordinadas a um tema”, explicou Mirna Queiroz.
Sebastian Figueiras recordou que a criadora de “Manto da Rainha” chegou a projetar “miniconcertos” na sua casa, onde receberia algumas pessoas, num ambiente íntimo.
Relativamente ao leilão de objetos como vestidos, joias, plumas, xailes, chapéus e fotografias da intérprete, vai realizar-se em novembro, e vai ao encontro do desejo de muitos fãs que queriam ficar com uma recordação da artista, explicou Figueiras.
Segundo o amigo e um dos três herdeiros de Mísia, o valor conseguido com o leilão “destina-se à construção de um túmulo, uma última pedra à altura da sua carreira”.