Representantes de Leonard Cohen contestam uso de 'Hallelujah' por Donald Trump
Versão cantada por Rufus Wainwright tinha sido usada no set musical do candidato republicano, no final de um comício.
Os representantes do património de Leonard Cohen procederam uma contestação – designada como cease and desist – contra a utilização do clássico do malogrado cantor, ‘Hallelujah’, na versão de Rufus Wainwright, pelo candidato republicano Donald Trump. Este procedimento legal serve de ameaça de processo em tribunal dos detentores do património de Cohen contra o ex-Presidente dos Estados Unidos, caso volte a usar a canção em ações de campanha e em comícios.
A versão da canção ‘Hallelujah’, interpretada por Rufus Wainwright, foi usada no invulgar set musical que Donald Trump passou no final do seu comício em Oaks, no estado de Pennsylvania, a par de outras canções como ‘November Rain’ dos Guns N’ Roses ou a versão de ‘Nothing Compares 2U’ por Sinead O’ Connor. A cantora irlandesa era uma crítica severa de Donald Trump, tal como tem sido Axl Rose, o vocalista dos Guns N’ Roses e autor de ‘November Rain’.
Rufus Wainwright fez uma crítica contundente ao uso da sua versão de ‘Hallelujah’: a canção “tornou-se um hino dedicado à paz, ao amor e à aceitação da verdade. Fiquei extremamente honrado ao longo dos anos por estar ligado a esta ode à tolerância. Observar Trump e os seus apoiantes a comungar com esta música ontem à noite foi o cúmulo da blasfémia. É claro que não tolero isto de forma alguma e fiquei mortificado, mas o bom que há de em mim espera que, talvez, ao habitar e ouvir realmente a letra da obra-prima de Cohen, Donald Trump possa sentir uma pitada de remorso pelo que causou. Não estou a conseguir suster a respiração”.
