Eurodeputados portugueses "surpreendidos" com dimensão da vitória de Donald Trump

O republicano foi eleito Presidente dos EUA.

Alguns eurodeputados portugueses reagiram com surpresa à dimensão da vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos EUA.

"Creio que todos estamos surpreendidos com a dimensão da vitória. Também acho que há uma reflexão de fundo que todos temos de fazer sobre o porquê deste resultado", diz o eurodeputado do PS Francisco Assis. O socialista teme ainda consequências na questão da Ucrânia, que a União Europeia (UE) deve analisar.

Também a eurodeputada do PSD Lídia Pereira sublinha a preocupação com a Ucrânia. Por isso, "os países europeus devem falar a uma só voz" nessa matéria, embora seja importante continuar a trabalhar no reforço da NATO em conjunto com a nova administração de Donald Trump.

Do lado da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo fala "num período difícil para a UE", sublinhando que o apoio militar e diplomático à Ucrânia pode estar em causa.

Ana Miguel Pedro, eurodeputada eleita pelo CDS, fala numa vitória surpreendente, que pode ser explicada com a questão económica e de segurança, sendo que "a Europa deve agora assumir uma posição de maior protagonismo e menos espectadora".

Já António Tânger Correa (do Chega) mostra-se "contente" com a eleição de Donald Trump, que até pode beneficiar ainda mais a Europa.

Mais à esquerda, o eurodeputado comunista João Oliveira diz que a vitória de Trump mostra "a desilusão profunda do povo norte-americano", com "as politicas de Joe Biden a não corresponderem às expectativas".

Quanto a Catarina Martins, do BE, manifesta-se preocupada com a eleição de Donald Trump, porque "terá efeitos muito complicados" nos EUA e no mundo.

Donald Trump foi eleito o 47.º Presidente dos Estados Unidos ao conquistar mais do que os 270 votos do colégio eleitoral necessários. O Partido Republicano recuperou ainda o Senado ao ultrapassar a fasquia de 51 eleitos. Na Câmara dos Representantes, os republicanos também seguem na frente com 208 mandatos já garantidos, a 10 da maioria, numa altura em que ainda se contam os votos.