Custos elevados, falta de profissionais e burocracia condicionam acesso dos hospitais ao medicamento

Conclusões do Index Nacional do Acesso ao Medicamento, divulgado esta sexta-feira.

Medicamentos cada vez mais caros, falta de farmacêuticos e excesso de burocracia são alguns dos obstáculos dos hospitais no acesso ao medicamento. As conclusões fazem parte do estudo intercalar do Index Nacional do Acesso ao Medicamento, divulgado esta sexta-feira.

O presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH), Xavier Barreto, diz que o principal problema é mesmo a falta de profissionais. 

"Aquilo que mais nos preocupa é a falta de recursos humanos, claramente a falta de farmacêuticos, a falta de técnicos para fazerem processos de compra mais rápidos e ágeis nos hospitais", sublinha o responsável.

O presidente da APAH alerta ainda que a escassez de profissionais não está a permitir que sejam feitas "consultas farmacêuticas aos doentes", que têm dificuldade em gerir os medicamentos.

Quanto ao custo com os medicamentos continua a aumentar e em muitos hospitais já representa metade da despesa total. Xavier Barreto fala numa situação "insustentável" que é preciso "travar".

Feito o diagnóstico, o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares apela à decisão politica para que haja um maior investimento sobretudo na contratação de farmacêuticos. 

Todas estas questões vão ser debatidas no Fórum do Medicamento, que decorre esta sexta-feira no Teatro Thalia, em Lisboa.