Raríssimas quer resposta do governo para mais de 90 utentes
Executivo recusou último apoio financeiro à instituição.
O presidente da Associação Raríssimas quer saber qual o plano do governo depois de ter recusado o apoio financeiro à instituição. Fernando Ferreira Alves alerta que estão em causa mais de 90 utentes e mais de 100 funcionários numa "associação que presta cuidados únicos no país".
A Rarissimas pediu um último apoio de 1,1 milhões de euros, em grande parte destinados ao equilíbrio financeiro da instituição, mas foi rejeitado pelo governo. O MInistério do Trabalho alega que a Associação não deu garantias de equilibrio financeiro, no plano de reestruturação que entregou. O reponsável da Raríssimas quer saber com vão, agora, ser ajudados e ter uma resposta.
O jornal online Observador escreve que o executivo entendeu que o plano de reestruturação da Raríssimas “não dava garantias”. A associação já tinha recebido entre 2011 e 2023 sete apoios, no total de 1,4 milhões de euros. Adianta ainda que o Governo considerou que as transferências do Fundo de Socorro Social que têm sido feitas, à associação, não têm funcionado como um apoio para o equilíbrio financeiro, mas sim como uma espécie de conta corrente, para injetar liquidez na Raríssimas, o que coloca em causa o objetivo do Fundo de Socorro Social, de dar resposta a situações pontuais de emergência no sector das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).
É ainda referido pelo Observador que o Governo tem em curso uma inspeção, através do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, tutelado por Maria Ramalho, que tem como objetivo avaliar os pedidos que foram feitos pela Raríssimas no âmbito do Fundo de Socorro Social, tendo em conta a persistência no pedido de apoios por parte da associação.
