Exposição "Haverá Eleições" mostra a euforia da primeira ida às urnas em liberdade
Curador Pedro Magalhães explica como o 25 de abril de 1975 poderia ter nem ocorrido e como o povo foi votar em números nunca mais registados.
É hoje inaugurada a exposição que marca os 50 anos das primeiras eleições livres em Portugal.
“Haverá Eleições” vai ocupar a Fundação Calouste Gulbenkian para recordar o dia 25 de abril de 1975, quando o país foi escolher a Assembleia Constituinte.
As eleições faziam parte do Programa do Movimento das Forças Armadas e foram as mais participadas de sempre da democracia portuguesa, com uma taxa de participação de 92% dos cidadãos recenseados.
A exposição, organização pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril em parceria com a Assembleia da República.
Tem como curadores a cineasta Catarina Vasconcelos e o cientista político Pedro Magalhães.
À nossa rádio, o curador explica a escolha da Gulbenkian para acolher a exposição.
A exposição é feita de forma cronológica para se perceber não só como tudo se passou, mas também para mostrar a incerteza sobre se haveria mesmo votação.
A exposição inclui recursos audiovisuais que são inéditos ou que raramente foram vistos.
Incluindo imagens sobre como a população nos locais mais remotos de Portugal foi instruída para participar nas eleições.
O dia da eleição, o primeiro para milhões de portugueses, criou filas de horas para que deixassem o voto na urna.
Para os curadores da exposição, as imagens desse dia são comoventes.
A exposição “Haverá Eleições” é organizada pla Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril em parceria com a Assembleia da República.
Na inauguração de hoje, marcada para as 16h00, será exibido um documentário de Cláudia Varejão.
A exposição fica patente até 22 de outubro.
