Legislativas2025: O que propõem os partidos para o setor da energia?

As principais propostas dos partidos com assento parlamentar que concorrem às eleições de 18 de maio.

Aumentar a eficiência e combater a pobreza energética são metas transversais aos vários partidos, que querem reduzir os custos aos consumidores e acelerar a transição energética.

Uma semana depois do apagão que deixou Portugal sem energia, eis algumas das propostas para o setor energético presentes nos programas eleitorais dos partidos com assento parlamentar:

A AD compromete-se a elaborar a Estratégia Nacional para o Armazenamento de Energia e reforçar as interligações energéticas no quadro ibérico e da União Europeia. A coligaçao PSD/CDS pretende também estabelecer um mercado de capacidade no sistema elétrico nacional para garantir segurança de abastecimento.

O PS promete concretizar até 2026 uma Estratégia Nacional de Armazenamento de Energia, aprovar o reforço das redes de transporte e distribuição de energia, incluindo as interligações com Espanha. E continuar o investimento em energias renováveis, seja solar, eólica ou geotérmica.

O Chega  propõe criar a Estratégia Nacional para a Soberania Energética, reformular o Sistema Elétrico Nacional e promover a investigação científica sobre novas soluções de energia nuclear.

A Iniciativa Liberal quer desburocratizar o investimento em energia renovável, facilitar a microprodução e autoconsumo e abrir um debate sobre a energia nuclear em Portugal.

O Livre promete promover uma estratégia nacional para a produção e armazenamento de energia sustentável, além de investir no reforço das interligações energéticas, através do potencial existente na ligação entre Portugal e Espanha.

O Bloco de Esquerda quer reorganizar o setor energético, apostar na produção renovável descentralizada e recuperar o controlo da infraestrutura energética, com a renacionalização das empresas privatizadas.

Também o PCP quer o Estado a reassumir o papel de autoridade e de controlo público das principais empresas (EDP, GALP, REN), no aprovisionamento, produção, transporte e comercialização das diferentes formas de energia.

O PAN propõe, por exemplo, incentivos à produção descentralizada de renováveis e ao autoconsumo.

As eleições legislativas antecipadas estão marcadas para 18 de maio.