Áustria vence o Festival Eurovisão, Portugal fica em 21.º
Cantor JJ dá a terceira vitória de sempre ao país germânico. Israel posiciona-se em segundo.
O cantor JJ, em representação da Áustria, venceu o Festival Eurovisão, em Basileia, na Suíça, pelo tema ‘Wasted Love’, derrotando países que ameaçaram vencer, como Israel, em 2.º, a Suíça, ou a França.
Os Napa, a representar Portugal, ficaram em 21.º, com 50 pontos, com 37 pontos do público e apenas 13 do público, o que origina um pequeno tombo do 19.ª para 21.º.
Portugal recebeu 7 pontos dos Países Baixos, 6 pontos de Azerbeijão, da Lituânia e de San Marino, 4 pontos da Ucrânia e da Chéquia, 2 pontos da Suíça e 1 ponto da Eslovénia e da Albânia.
A Áustria venceu a pontuação do júri, seguida pela Suíça, em 2.º, e França, em 3.º. A pontuação do júri foi decisiva para a vitória de JJ, que permite à Áustria organizar a próxima edição do Festival Eurovisão, em 2026.
Os portugueses Napa cumpriram bem a sua missão, ao tocarem a sua canção 'Deslocado', com o mar em fundo no ecrã e uma pop-rock dócil. O quinteto madeirense colheu fortes aplausos no recinto de Basileia.
Os suecos KAJ provaram porque eram um dos principais favoritos à vitória, com uma interpretação exuberante de pop foliona, na música 'Bara bada bastu'. Toda a qualidade da encenação e de performance do trio escandinavo, ambientada no contexto da cultura da sauna (muito habitual nos países nórdicos), confirma a eficácia da indústria pop da Suécia, o pais dos ABBA.
A atuar na sua cidade-natal de Basileia, a suíça Zoë Më deu um tónico diferente, mais intimista, à Eurovisão, através de uma interpretação volátil em 'Voyage'. A Suíça representou-se muito bem através desta cantora helvética de 24 anos. Também num registo intimista, mas mais dramático e espalhafatoso, a francesa Louane (de sangue luso e brasileiro) cantou com vigor 'Maman', na esperança de quebrar o longo hiato de vitórias do país gaulês, desde 1977.
A finlandesa Erika Vikman largou o seu fulgor e marcou o terreno como uma favoritas à vitória, com a interpretação bombástica de 'Ich komme', com a cantora nórdica a percorrer o corredor do palco com assertividade e várias voltas ao suporte de microfone. Esta atuação seguiu-se à performance lacrimejante do neerlandès Claude, que terminou emocionado o registo ao estilo da chanson française de 'C'est La Vie'.
Uma das grandes vozes desta noite veio da grega Klavdia, ao cantar 'Asteromata', numa música que, apesar da base eletrónica, evoca a tradição musical do país mediterrâneo. Podia não estar entre os favortios, mas a atuação da Grécia foi um dos pontos altos desta final.
JJ, em representação da Áustria, afirmou-se logo como uma das figuras da final da Eurovisão na Suíça, que, coma voz muito feminina por parte de um homem com poder de alcance lírico, deixou forte impressão com o tema 'Wasted Love'. A atuação foi filmada a preto-e-branco. com o artista a usar uma embarcação no cenário e a confirmar-se como um dos favoritos a uma excelente posição no Festival Eurovisão.
A cantora israelita Yuval Raphael superou a polémica com a partipação do seu país e com uma interptretação exclamativa de 'New Day Will Rise'. A ovação foi tão forte, que não se notou qualquer contestação ou apupo à atuação da artista, que contou com um cenário impactante, com uma escadaria em espiral toda brilhante.
O rock também abanou o enorme recinto do St. Jakobshalle com o trio ucraniano Ziferblat, com o apoio suplementar de um coro feminino. A banda da Ucrânia tocou 'Bird of Pray', com o auxílio de efeitos visuais, numa performance muito pensada para televisão.
O Festival Eurovisão arrancou com esplendor e pirotecnia, ao som do artista representante da Noruega, Kyle Alessandro, que cantou 'Lighter', que mereceu a primeira ovação da noite em Basileia.
O terceirto tema, 'Espresso Macchiato', a polémica caricatura do estónio Tommy Cash a Itália, causou ainda mais estrondo.
A atuação espampanante da dupla da Albânia, Shkodra Elektronike, fechou o lote de 26 performances da final da Eurovisão, ao longo de duas horas, antes da pontuação.
