Líderes nacionais e representantes do futebol no velório de Diogo Jota e André Silva
Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Proença e André Villas-Boas foram alguns dos dirigentes que passaram esta tarde pela última homenagem aos irmãos futebolistas.
O velório de Diogo Jota e do irmão André Silva, que morreram esta quinta-feira num acidente de viação em Espanha, decorre em Gondomar numa cerimónia marcada pela comoção de familiares, amigos e várias figuras do futebol português.
Ao longo da tarde, centenas de pessoas juntaram-se nas imediações da Capela Mortuária de Gondomar, entre familiares, jogadores, dirigentes desportivos e populares. A polícia garantiu o controlo do acesso ao espaço, restringido-o a familiares e amigos mais próximos dos dois irmãos.
Entre os primeiros a marcar presença estiveram o futebolista Jota Silva, do Nottingham Forest, que deixou uma coroa de flores, o chef Rui Paula, que participou na organização do casamento de Diogo Jota, e vários adeptos do Penafiel, clube em que jogava André Silva.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou ao local às 14h52, acompanhado pelo presidente da Câmara de Gondomar, Luís Filipe Araújo, pelo presidente da Associação de Futebol do Porto, José Manuel Ribeiro, e pelo vereador do Desporto, José Fernando Moreira. Perto de 20 minutos depois chegou o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença.
Pouco depois, entraram os pais dos dois irmãos e o empresário Jorge Mendes, antes de marcarem presença os internacionais portugueses João Moutinho e Ricardo Horta, que partilharam o espaço da seleção nacional com Diogo Jota, seguidos do presidente do FC Porto, André Villas-Boas, e do diretor para o futebol dos dragões, Jorge Costa.
Villas-Boas entregou mesmo cartões de sócio póstumos de Diogo Jota e André Silva à família dos dois.
Também os dirigentes do Penafiel estiveram no velório, tendo o plantel da equipa principal do clube chegado mais tarde.
O Presidente da República abandonou o local quase uma hora depois de ter chegado e não prestou declarações aos jornalistas.
Ao longo da tarde, passaram ainda pela capela Domingos Paciência e o treinador Vasco Seabra, que treinou Diogo Jota nas camadas jovens do Paços de Ferreira, assim como outros elementos ligados ao futebol e diversos jogadores do Penafiel.
Também os dirigentes do Liverpool, numa comitiva encabeçada pelo norte-americano Billy Hogan, CEO do clube, estiveram no velório.
André Silva, avançado que jogou esta época no Werder Bremen por empréstimo do RB Leipzig, e Diogo Dalot, do Manchester United, foram alguns dos jogadores portugueses a jogar no estrangeiro que se juntaram à última homenagem.
Visitaram ainda o local os antigos internacionais portugueses Adrien Silva e José Fonte.
Bernardo Silva, agora capitão do Manchester City e colega de Jota na seleção, Toni e João Vieira Pinto também marcaram presença.
O funeral está marcado para sábado, às 10h00, na Igreja Matriz de Gondomar, com missa presidida pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda.
Diogo Jota, de 28 anos, e o irmão André Silva, de 25, morreram na quinta-feira de madrugada, num acidente de viação na A52, em Cernadilla, Zamora, em Espanha.
O avançado internacional português jogava no Liverpool, emblema que representava há cinco épocas e pelo qual venceu uma Liga inglesa, uma Taça de Inglaterra e duas Taças da Liga, sagrando-se ainda campeão do Championship, o segundo escalão inglês, com o Wolverhampton.
Depois da formação no Gondomar e no Paços de Ferreira, o avançado representou por uma época o FC Porto, por empréstimo do Atlético de Madrid, sendo depois cedido pelos espanhóis ao Wolverhampton, no qual esteve três temporadas.
Na seleção portuguesa, Diogo Jota somou 49 internacionalizações, tendo conquistado duas edições da Liga das Nações, a mais recente no mês passado, em Munique.
