Ponte da Foz Do Sabor em Torre de Moncorvo vai sofrer obras de alargamento do tabuleiro e reforço dos pilares

As obras vão permitir melhorar as acessibilidades à Foz do Sabor.

O presidente da câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, anunciou a adjudicação das obras de alargamento do tabuleiro e reforço dos pilares da ponte da Foz do Sabor, num monte de 1,4 milhões de euros.

“As obras já foram adjudicadas. A empresa já começou a avaliação dos pilares e maciços subaquáticos com recurso a mergulhadores. No final de setembro, início de outubro, será retirado o tabuleiro da ponte”, explicou à Lusa o autarca social-democrata do distrito de Bragança.

Segundo José Meneses, trata-se de uma obra no valor de 1,4 milhões de euros, cofinanciada a 60% através do Contrato Programa de Apoio às Autarquias da Direção Geral das Autarquias Locais (DGAL) e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Esta ponte rodoviária é a única via de acesso rápido às várias aldeias situadas nas imediações da Foz do Sabor, no concelho de Torre de Moncorvo, a qual está interdita há vários ao trânsito de pesados de passageiros, socorro e mercadorias devido às más condições do tabuleiro.

“Esta é uma realidade, que já leva cerca de 50 anos”, vincou o autarca.

“A empreitada vai levar cerca de quatro meses a ser executada e vai obrigar durante as obras a que as pessoas andem uma série de quilómetros para chegar a Moncorvo ou ao IP-2”, explicou José Meneses.

Esta é uma das obras “mais emblemáticas” que está prevista no orçamento municipal de Torre de Moncorvo para 2025.

“Trata-se de uma obra que vai permitir melhores acessibilidades à Foz do Sabor não só para viaturas de emergência e socorro mas também para potenciar o turismo, porque nesta ponte um autocarro não transita e tem de andar mais de 32 quilómetros para chegar à praia fluvial do Sabor, apesar de estar perto da estada nacional”, explicou o autarca.

A praia fluvial da Foz do Sabor é um local muito procurado em tempo de verão pelos turistas devido às suas características e por ser a última aldeia piscatória do Nordeste Transmontano.

Outras das preocupações acontece um tempo de cheias, já que localidades da Freguesia da Cabeça Boa, que engloba as aldeias da Foz do Sabor, Cabanas de Cima e Cabanas de Baixo, ficam isoladas quando a ponte da Foz fica submersa com a subida das águas dos rios Sabor e Douro.