Elevador da Glória: Guarda-freios acionou travões, mas o cabo cedeu
O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários publicou este sábado uma nota informativa.
Está publicada a nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) sobre o acidente no Elevador da Glória, em Lisboa, que causou 16 mortes e 22 feridos.
O documento, publicado este sábado, revela que o cabo que unia as duas cabinas do elevador da Glória "cedeu no seu ponto de fixação" da carruagem que descarrilou.
O guarda-freios acionou de imediato os travões (automático e manual) mas essas ações não surtiram efeito e a carruagem continuou em aceleração até se descarrilar 170 metros depois.
A nota informativa revela ainda que o plano de manutenção do elevador da Glória "estava em dia", tendo sido feita na manhã do acidente uma inspeção visual programada, que não detetou qualquer anomalia no cabo ou nos sistemas de travagem das duas carruagens.
O GPIAAF pretende publicar um relatório preliminar sobre os factos determinados dentro de 45 dias.

