Estrasburgo saiu à rua para "Bloquear Tudo" e Macron foi o alvo principal

França está mergulhada em mais uma crise política e desta vez chegou às ruas.

Milhares de pessoas aceitaram o desafio do movimento "Bloquear Tudo" e paralizaram esta quarta-feira várias cidades francesas. Estrasburgo não faltou à chamada e saiu em peso à rua, sob forte proteção policial.

Matisse e Maya, participantes na manifestação "Bloquear Tudo" em Estrasburgo (França)Miguel Laia

“Resistência” foi uma das palavras que mais se ouviu, a outra foi “Macron”. O presidente de França esteve no centro das críticas. “Os franceses não estão se sentem representados pelo governo de Macron”, defende Matisse, um dos milhares de jovens que participam no protesto.

Pelas ruas de Estrasburgo, soam críticas aos anunciados cortes orçamentais, que, na intenção de François Bayrou, primeiro-ministro francês até há dois dias, deveria de atingir os 44 mil milhões de euros.

“Vemos bastantes ataques à classe trabalhadora”, confessa Louise, que agita uma enorme bandeira vermelha da Confederação Geral do Trabalho. Mas há também outras preocupações, como destaca Mathieu: “Temos também bastantes revindicações sociais para hospitais e escolas, por exemplo”.

Reportagem no protesto

E na mente de quem participa neste protesto, há a ideia de que a contestação vai continuar até as exigências serem atendidas. “Vamos continuar nas ruas para dizer em voz alta o que nós queremos”, garante Matisse.

O protesto fez-se com palavras de ordem, sem registo de incidentes, pelo menos em Estrasburgo.

A redação viajou a convite da Representação do Parlamento Europeu em Portugal.