Plano de emergência na Saúde com oito medidas urgentes e prioritárias por cumprir
O balanço é feito pelo coordenador do grupo de trabalho responsável por acompanhar a concretização do Plano de Emergência e Transformação da Saúde.
Oito medidas urgentes e prioritárias do Plano de Emergência e Transformação da Saúde estão por cumprir, duas das quais deveriam estar concluídas há mais de um ano, e os especialistas reconhecem que alguns prazos deveriam ser revistos.
Em declarações à Agência Lusa, o coordenador do grupo de trabalho responsável por acompanhar a concretização do Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS) avalia o trabalho feito “com nota positiva, mas sem euforia”, reconhecendo que “a ambição é bem-vinda”.
“Houve otimismo e a ambição é bem-vinda, mas se calhar foi muito alta”, reconhece Carlos Robalo, que defende que há medidas que deveriam ver os seus prazos revistos, como, por exemplo, a separação das especialidades de Ginecologia e Obstetrícia: “Vai ser impossível”.
O mesmo acontece com a desinstitucionalização de situações crónicas de saúde mental, uma medida que estava classificada como urgente e, por isso, deveria ter sido concluída até final de agosto de 2024: “Deve ser repensada. Aliás, deveria passar a ‘estruturante’ [médio/longo prazo] e, se se conseguisse até final da legislatura, já era bom”, considera Carlos Robalo.
O PETS, apresentado a 29 de maio de 2024, está dividido em cinco eixos prioritários: Resposta a Tempo e Horas, Bebés e Mães em Segurança, Cuidados Urgentes e Emergentes, Saúde Próxima e Familiar e Saúde Mental.
