Comité Olímpico Internacional vai proibir mulheres transgénero em competições olímpicas femininas

Kirsty Coventry irá anunciar a medida na sessão do COI de fevereiro de 2026.

O Comité Olímpico Internacional (COI) irá proibir a participação de mulheres transgénero em competições olímpicas femininas, conforme anunciado pela presidente do organismo, Kirsty Coventry. Esta medida será oficializada durante a sessão do COI em fevereiro de 2026, coincidente com os Jogos Olímpicos de Milão-Cortina d’Ampezzo, segundo o jornal 'The Times'.

Até agora, a decisão sobre a inclusão de atletas transgénero estava nas mãos de cada federação internacional. No entanto, a World Athletics já havia implementado restrições em março de 2023, proibindo a participação de mulheres transgénero em provas femininas, exigindo que a transição fosse completada antes dos 13 anos. A World Boxing seguiu o exemplo, introduzindo exames obrigatórios para determinar o sexo dos pugilistas.

Kirsty Coventry, que já havia manifestado a sua posição em relação a restrições baseadas no sexo biológico, argumenta que as mulheres transexuais possuem uma vantagem física que compromete a equidade nas competições femininas. Recentemente, Jane Thornton, diretora do Departamento de Saúde, Medicina e Ciência do COI, apresentou um relatório que confirma as vantagens competitivas das atletas transgénero, mesmo após tratamento hormonal.

Estas novas diretrizes visam preparar o COI para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, onde a discussão sobre a inclusão de mulheres transgénero em desportos femininos continua a ser um tema controverso.

O presidente dos EUA, Donald Trump, já emitiu uma ordem executiva a proibir que mulheres transgénero possam competir em desportos femininos.